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O que é a Pedra de Roseta?

Ela abriu as portas para o nosso conhecimento sobre o Egito

SUGESTÃO DO TDF Victor Tomitsuka
EDIÇÃO Felipe van Deursen

 (Reprodução/divulgação/Mundo Estranho)

É um pedaço de granito encontrado em 1799 nos arredores da cidade de Roseta, no Egito, e que foi a chave para o entendimento dos hieróglifos. Ela foi achada por soldados franceses durante a invasão de Napoleão Bonaparte, que queria interromper as rotas da Inglaterra para as Índias. Em 1801, no entanto, os ingleses derrotaram as tropas de Napoleão, e a França foi obrigada a lhes entregar a pedra, que hoje pertence ao acervo do Museu Britânico, em Londres.

 

TRADUÇÃO SIMULTÂNEA
A pedra data de 196 a.C., quando o Egito era controlado pelos gregos (o chamado período ptolomaico). Ela contém o mesmo texto em três grafias, hieróglifos, grego antigo e demótico. Isso permitiu a decodificação dos antigos símbolos egípcios, que foram usados por mais de 3 mil anos

NÃO CONTAVAM COM A ASTÚCIA DELE
O inglês Thomas Young chegou perto ao da façanha ao constatar a repetição do nome do faraó da época, Ptolomeu 5º. Mas quem decifrou tudo foi o francês Jean-François Champollion, em 1822. Sem nunca ter visto a pedra, ele analisou cópias e identificou que os hieróglifos eram uma escrita fonética, ou seja, os símbolos poderiam representar mais de um som

DIÁRIO OFICIAL
Como a parte escrita em grego era maior que a de hieróglifos, Champollion concluiu que cada símbolo egípcio poderia representar um, dois ou três sons diferentes (ou, ainda, ser um sinal representativo). A tradução revelou um texto burocrático, com concessões políticas do faraó aos sacerdotes

 

GUIA RÁPIDO
Comece a entender (um pouquinho) os hieróglifos

  • A ordem de leitura é definida para onde os símbolos apontam. Se os hieróglifos estão olhando para a direita, a leitura daquela linha é da direita para a esquerda (veja no destaque acima)
  •  Quem definia o espaçamento e a disposição dos hieróglifos eram os sacerdotes, a fim de deixar o texto o mais bonito possível. Eles criaram mais de 3 mil símbolos
  • A escrita hieróglifa possui consoantes e semivogais. Além dos símbolos que representam sons, existem os determinativos, que indicam a categoria à qual a palavra pertence
Veja também
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CONSULTORIA Cíntia Gama, doutora em Egiptologia e professora da FMU (São Paulo, SP)
FONTES Livros Cracking Codes: The Rosetta Stone and Decipherment, de Richard Parkinson, The Book of Codes: Understanding the World of Hidden Messages, de Paul Lunde (editor-geral), A História do Mundo em 100 Objetos, de Neil MacGregor, e Hieróglifos Antigos: um Curso de Introdução à Leitura e Decifração de Textos do Egito Antigo, de Antonio Fontoura Jr.; Sites The British Museum, Britannica e antigoegito.org

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