Os primos de Riemann
Foi o que fizeram os colombianos. Mas há quem duvide. ¿Não acredito que eles tenham conseguido¿, diz o matemático Richard Melrose, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, nos EUA.
Alexandre Versignassi
Um dos maiores enigmas matemáticos da história pode ter sido decifrado. Os colombianos Carlos Castro, da Universidade Clark Atlanta, Estados Unidos, e Jorge Mahecha, da Universidade de Antioquia, Colômbia, anunciaram ter resolvido o Enigma de Riemann, o velho desafio de ordenar os números primos. Divisíveis apenas por 1 e por eles mesmos (2, 3, 5, 7, 11, 13, 17…), os primos parecem surgir de forma aleatória, sem lógica alguma. No século 19, o matemático alemão Georg Riemann descobriu uma seqüência que se mostrou correta para 1,5 bilhão de números. Mas ainda faltava provar que a fórmula funcionava sempre.
Foi o que fizeram os colombianos. Mas há quem duvide. “Não acredito que eles tenham conseguido”, diz o matemático Richard Melrose, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, nos EUA. Se estiver correta, a descoberta pode ir além da matemática abstrata. Físicos encontraram ligações entre a fórmula de Riemann e as equações da mecânica quântica. Essa coincidência indicaria que a ordem invisível dos primos está, de algum modo, no coração da matéria e poderia ser uma das leis fundamentais do Universo. “Tal conexão pode ser algo mais profundo do que coincidência”, diz o matemático Ricardo Bianconi, da Universidade de São Paulo.
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