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Por que dividimos o dia em 24 horas, e as horas em 60 minutos?

Nossa medição de tempo é uma herança da astronomia egípcia e do sistema de contagem sumério.

Por Maria Clara Rossini
3 jul 2024, 14h00

A primeira civilização a picar o dia em períodos menores provavelmente foi a egípcia. Eles faziam isso usando relógios solares – que consistem, basicamente, em uma estaca cravada no chão. À medida que o Sol se move, a sombra da estaca mexe também. A posição da sombra, então, nos diz quanto o astro já caminhou no céu.

De noite a medição é difícil, então os egípcios se guiavam por grupos de estrelas chamados decanos, que dividiam o céu em partes mais ou menos iguais. No escuro total, eles observavam doze dessas constelações. À medida que a noite passava, um novo decano surgia no horizonte. O período noturno, então, ficou dividido em doze partes.

Fazia sentido que os relógios solares também fossem divididos em doze partes, para garantir a simetria da coisa – e assim foi feito. Nascia o dia de 24 horas. Essas horas, de início, não tinham a mesma duração ao longo do ano. No verão, o Sol passa mais tempo no céu, fazendo com que as horas do relógio solar sejam mais longas. No inverno, o contrário acontecia. Depois, métodos que não dependem da observação astronômica, como o relógio de água, uniformizaram a contagem.

Já os minutos e segundos têm raízes na Suméria. Os sumérios (e, posteriormente, os babilônios) usavam um sistema de contagem de base 60 – diferente do que usamos hoje, que é de base 10. Essa escolha provavelmente tem a ver com nossas mãos. Podemos usar nosso polegar para contar três falanges em cada um dos quatro dedos compridos da mão. Somando, temos doze falanges contáveis em uma mão. Daí, usamos os cinco dedos da outra mão para somar as dúzias. Doze vezes cinco é 60. Voilà.

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Não usamos mais o sistema de numeração sexagesimal, mas ele permanece na geometria (um círculo tem 360 graus) e na contagem do tempo. Não à toa, na matemática, um grau pode ser dividido em 60 minutos, que por sua vez são divididos em 60 segundos.

Apesar de a Grécia Antiga usar o sistema decimal – também por causa do número de dedos nas mãos –, os conhecimentos de astronomia e trigonometria da Mesopotâmia estavam tão atrelados ao sistema de base doze que os estudiosos gregos acabaram adotando essas convenções por osmose.

O curioso é que a divisão de 60 em 60 só vai até o nível dos segundos. Com equipamentos mais precisos, conseguimos medir unidades menores que um segundo: milissegundos, microssegundos, nanossegundos e por aí vai. E essas unidades estão no sistema decimal, que é mais intuitivo para o uso científico. Em 2023, o Nobel de Física foi para pesquisadores que trabalham em escalas de attossegundos: um quintilhonésimo (0,000000000000000001) de segundo.

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