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Quem matou Marilyn Monroe?

Novas evidências colocam em xeque o suicídio de um dos maiores mitos do cinema.

Rafael Tonon

Em agosto de 1962, Marilyn Monroe foi encontrada na cama de seu quarto com overdose de barbitúrico, substância encontrada em soníferos. Ela nunca mais acordaria. Tão logo as investigações apontaram suicídio, várias teorias conspiratórias apareceram. Um dos principais céticos da versão oficial foi John Miner, procurador do caso. E agora ele está voltando à carga.

Miner revelou um texto que seria a transcrição de uma das últimas conversas entre Marilyn e seu psiquiatra, Ralph Greeson. Nele, a estrela comenta planos e amizades e não apresenta qualquer sinal de uma personalidade suicida. Miner teria sido o único a ouvir a fita antes de o próprio Greeson destruí-la. Mas, mesmo não comprovada, a transcrição deu força às evidências que Miner vem coletando ao longo de 40 anos. Uma delas é o sumiço do diário de Marilyn logo após a morte. Outra é a forma um tanto estranha como ela teria se suicidado. Não havia água nem copos onde ela faleceu, e no estômago da atriz não foram encontrados traços da substância. Segundo a autópsia, o barbitúrico foi introduzido pelo reto, com injeções ou supositórios.

A repercussão do texto fez Miner solicitar à Justiça a exumação da atriz. “Se ainda existirem tecidos conservados – menciona-se que partes do intestino e do estômago foram guardadas –, será possível fornecer respostas confiáveis sobre a morte de Marilyn”, diz Fábio Augusto, especialista da Unicamp em cromatografia a gás, a técnica que será usada para detectar barbitúrico nos restos mortais. Uma concentração muito grande da substância será um indício de que Marilyn foi assassinada – afinal, envolveria pílulas demais. Daí a questão passa a ser: quem é o assassino? Para uma mulher que se supunha estar envolvida com o então presidente americano John F. Kennedy e seu irmão, o senador Bob Kennedy, não é difícil bolar grandes conspirações.