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Três tiros no papa

Todo mundo sabe quem, todo mundo sabe quando e como foi. Mas, 26 anos depois dos tiros que quase mataram João Paulo 2º, em maio de 1981, ninguém sabe por que Mehmet Ali Agca atirou no papa.

Texto Celso Miranda

Nem a mente genial de Alfred Hitch­cock nem o faro comercial de Dan Brown seriam capazes de arquitetar uma trama com tantas idas e vindas, conspirações políticas, fugas e personagens que in­cluem um ex-ator polonês eleito papa, um ex-ator americano eleito presidente, mafiosos turcos, espiões búlgaros e radicais muçulmanos. A história começa em 13 de maio de 1981, na praça São Pedro, durante o ritual que Karol Wojtila, o papa João Paulo 2º, cumpria todas as semanas quando estava em Roma: um passeio de carro entre os milhares de turistas que afluíam até ali para vê-lo.

Exatamente às 17h17 (veja o infográfico na página XX), 3 tiros acertaram o papa, que foi levado às pressas ao hospital, onde seria operado, sobreviveria e entraria para a história como um dos mais longevos a ocupar o cargo. A menos de 3 metros dele, um homem com uma arma na mão seria detido. Enquanto uma cirurgia retirava uma bala do intestino de João Paulo 2º, o jovem atirador era interrogado no quartel-general da polícia em Roma. Em inglês tosco, ele disse que era chileno. Perguntado se poderia, então, falar em espanhol, corrigiu-se dizendo ser apátrida. Confrontado com os dados de seu passaporte, admitiu: “Sou Mehmet Ali Agca, o maior terrorista turco”, disse.

Mehmet Ali Agca nasceu em 1958, de uma família muito pobre de Hekimhan, na Turquia. Estudou na Faculdade de Ciên­cias Econômicas de Istambul, onde participou de uma organização chamada “os idealistas”, ligada ao ultradireitista Partido de Ação Nacionalista. Dali, entrou para os Lobos Cinzentos, “islâmicos radicais que atacavam todos aqueles que achavam ser defensores da influência ocidental no país”, como explica o historiador Haluk Sahin, professor da Universidade de Istambul. Em 1979, Agca assassinou a tiros Abdi Ipekçi, chefe da redação do maior jornal da Turquia. Ficou apenas 5 meses preso. “Agca foi resgatado da prisão. Saiu a pé, vestido com um uniforme do Exército, depois de ameaçar revelar o envolvimento de membros do governo com os Lobos Cinzentos”, diz Sahim.

Em liberdade, Agca viveria escondido. Mas não calado. No dia seguinte à sua saída e às vésperas da visita de João Paulo 2º à Turquia, escreveu a um jornal revelando uma intenção sinistra: “Os imperialistas ocidentais, temerosos de que a Turquia e suas nações islâmicas irmãs possam se tornar uma potência política, militar e econômica no Oriente Médio, estão enviando à Turquia o Comandante das Cruzadas, João Paulo, disfarçado de líder religioso. Se essa visita não for cancelada, vou, sem dúvida alguma, matar o comandante-papa”.

O papa foi à Turquia em 1979 e Agca não atirou nele. Um ano mais tarde, Agca fugiu para a Líbia e desapareceu num submundo que envolvia a máfia turca e traficantes de armas e drogas.

Inimigo vermelho

Se um radical muçulmano fosse preso hoje com uma pistola fumegante na mão, a poucos metros de um chefe de Estado baleado, e na delegacia ele dissesse “eu atirei no papa”, ninguém duvidaria de seus motivos. Afinal, ele é um muçulmano radical. É um terrorista declarado. Caso encerrado! Ele estaria vestindo um macacão cor de laranja numa jaula em Guantânamo em menos tempo que George W. Bush leva para dizer “Al Qaeda”. Porém, em 1981, o posto de ameaça número 1 do Ocidente tinha outro dono: o comunismo. Por que Agca atirou no papa? Ele teve ajuda de alguém? As respostas tinham de apontar para o comunismo internacional. “Ninguém teve dúvidas de que os soviéticos estavam envolvidos no atentado ao papa, um declarado anticomunista, que defendia o Solidariedade, o sindicato ilegal que promovia greves na Polônia, tornando-se aos olhos soviéticos um risco de ruptura de todo o sistema comunista”, escreveram os jornalistas Carl Bernstein e Marco Politi, autores da biografia Sua Santidade.

Outro motivo para os soviéticos atentarem contra a vida do papa seria a proximidade entre o Vaticano e Washington. Nos anos 80, a comunicação entre a CIA e o Vaticano foi tão constante que surpreendeu até os maiores especialistas na história do serviço secreto americano – o ex-conselheiro de Bush, Richard Allen, definiu a relação como “a maior aliança secreta do mundo”. Para ele, “a quantidade de informações que a CIA forneceu ao Vaticano supera qualquer outro exemplo de cooperação com um governo estrangeiro”. Robert Gates, atual secretário de Defesa dos EUA, que foi chefe da CIA nos anos 90, confirma que a CIA, por ordem do presidente Ronald Reagan, passava informações ao papa. “Enviávamos aos altos dirigentes do Vaticano dados sobre os acontecimentos da Europa e sobre armamentos na URSS. A atmosfera internacional era hostil e temíamos que os soviéticos invadissem a Polônia”, justifica.

“É preciso entender o atentado a João Paulo 2º no contexto da Guerra Fria”, diz Melvin Goodman, chefe da divisão de assuntos soviéticos da CIA entre 1979 e 1985. “A política do presidente Reagan era culpar os soviéticos por tudo de ruim que acontecia no mundo, um vale-tudo em nome do combate aos comunistas.” Segundo o especialista, no caso do atentado a João Paulo 2º, “desde o início a CIA duvidou do envolvimento soviético. Porém, quando ela chegou a documentos provocadores, que normalmente permaneceriam secretos até serem confir­ma­dos, preferiu deliberadamente va­zá­-los para a imprensa”.

Conexão búlgara

Uma dessas pistas levou os jornalistas ao Hotel Vitosha, em Sófia, na Bulgária. Conhecido por abrigar gente da máfia turca e membros do serviço secreto da Bulgária, o local era um prato cheio para conspirações. A imprensa descobriu que Agca se hospedara lá durante 5 dias, em julho de 1980, expondo o envolvimento entre terroristas turcos e o serviço secreto búlgaro, em especial no tráfico de armas e drogas entre a Europa Oriental e Oriente Médio. “A Justiça italiana se interessou de cara por essa linha de investigação, pois tinha as próprias contas a acertar com búlgaros e soviéticos”, diz Michael Dobbs, então correspondente do Washington Post, em Roma. Os italianos suspeitavam que os búlgaros eram o elo entre os soviéticos e as Brigadas Vermelhas, grupo terrorista italiano que havia seqüestrado e matado o ex-primeiro­­­ministro Aldo Moro, em 1978.

Agca foi julgado pela primeira vez em dezembro de 1981 e sentenciado “à prisão perpétua, por tentativa de assassinato contra um chefe de Estado em cumplicidade com pessoas não conhecidas”. Logo depois, o juiz Ilário Martella foi chamado para prosseguir as investigações. Sua missão: descobrir quem eram essas “pessoas”. Martella só conseguiu produzir uma reviravolta no caso em março de 1982, quando, de repente, Agca mudou sua versão. “Suas primeiras revelações implicavam seus compatriotas Omer Mersan, traficante internacional e contrabandista, Musa Cerdar Celeb, presidente da Federação Européia dos Idealistas Turcos, Bekir Celenk, um dos chefões da máfia turca – que lhe teria prometido uma grande soma em dinheiro para matar o papa – e seu amigo, membro dos Lobos Cinzentos, Oral Celik”, lembra Martella.

Mais 5 meses e Agca foi ainda mais enfático. “Ele confirmou que trabalhava para os serviços secretos do leste e que foi em Sófia que recebeu as instruções para matar o papa”, diz Martella. E mais: Agca disse que foi preparado para a ação por agentes búlgaros e reconheceu 3 deles em fotos, revelando seus codinomes e descrevendo os encontros entre eles. Dias depois, o juiz ordenou a prisão de Serguei Antonov, funcionário da empresa aérea búlgara Balkan Air. Os dois outros acusados, Todor Aivazov, tesoureiro da Embaixada da Bulgária em Roma, e Zilo Vassilev, assistente do adido militar, estavam de férias e escaparam da cana.

Por que Agca mudou sua história? Segundo Martella, ele disse que, depois de ser condenado à prisão perpétua e passar mais de um ano preso, percebeu que não seria resgatado como havia sido na Turquia e resolveu entregar os comparsas. “Ele deu detalhes precisos, disse que se reuniu com Antonov na casa deste e descreveu uma coleção de miniaturas de garrafas guardadas numa estante. Ao prender Antonov, os policiais confirmaram que ele realmente tinha uma coleção assim”, conta Martella. Michael Dob­bs questiona os novos depoimentos de Agca. “O que ele fez foi confirmar, linha por linha, a tese de seus acusadores. Disse o que pensou que lhe daria uma pena menor”, afirma. E se por um lado Agca deu detalhes impressionantes, por outro caiu em consecutivas contradições. No mesmo encontro em que reparou nas garrafinhas, Agca disse ter conhecido a esposa e a filha do búlgaro, Rossitza e Anna. Apesar de acertar os nomes, ficou provado que elas não estavam em Roma quando o encontro teria acontecido. Outra contradição foi em relação à aparência de Antonov. Primeiro, ele foi descrito como um sujeito de barba preta – como aparecia nas fotos dos documentos em preto-e-branco da polícia italiana. Depois, confrontado com o fato de que a barba era loira, Agca alterou sua declaração. Mais tarde ficou provado que Antonov nem mesmo usava barba na época.

A comunicação entre Agca e os supostos conspiradores também foi uma fonte de histórias mal contadas. Agca disse receber ordens de Todor Aivazov e, para provar, apresentou o número do telefone da embaixada, dizendo que na véspera do atentado ligara para lá. O que teria se seguido foi narrado por Agca: a moça que atendeu quis saber com quem ele queria falar e Agca deu um nome em código. A atendente, então, passou o telefone para Aivazov. “Para se acreditar nessa história, é preciso crer que qualquer um que atendesse o telefone na embaixada, e eram cerca de duas dezenas de funcionários, conheceria o código que dava acesso à uma secreta conspiração para matar o papa!”, diz Can Ozbay, advogado de Ali Agca desde 1979 até hoje.

As diferentes versões de Agca seguiram causando um mal-estar danado entre os serviços secretos ocidentais. “Na CIA, todo mundo sabia que os italianos haviam forçado a barra. Examinando aqui e ali as declarações dos outros acusados, fica claro que Agca recebeu estranhos visitantes na prisão e que eles sopraram-lhe muitas de suas revelações”, diz Dobbs. Por isso, nem foi uma completa surpresa quando, durante o seu segundo julgamento, em maio de 1985, Agca declarou em alto e bom som: “Eu sou Jesus Cristo, vocês não podem me deter ou me ferir”, mostrando, além de seu conturbado estado mental, desconhecimento histórico acerca da relação entre a polícia romana e Jesus.

Resta um

Seriam necessários 4 anos de investigação e 3 processos para que se abandonasse a tese da conexão búlgara. Em março de 1986, por insuficiência de provas, os 10 acusados turcos e os 3 búlgaros foram inocentados. A última palavra sobre o tema foi dada pelo próprio João Paulo 2º, em 2002, quando visitou a Bulgária e declarou ao presidente do país que jamais acreditara no envolvimento do Estado búlgaro.

No entanto, desde a primeira visita de João Paulo 2º a Ali Agca na prisão, em 1983, o papa sempre esteve convencido de que ele não agiu sozinho. “Por motivos que não são claros, o papa disse a Daskur, seu mais íntimo amigo no Vaticano: ‘Sempre estive convencido, desde o começo, de que os búlgaros estavam completamente inocentes, eles não tiveram nada a ver com isso’ ”, afirmam Bernstein e Politi, em Sua Santidade.

Se não houve uma conspiração comunista para eliminar o papa, o que houve então? Estamos de volta ao começo, tentando descobrir por que Agca atirou no papa. O único indício de uma conspiração envolvendo Agca que as investigações conseguiram comprovar foram os encontros dele com o amigo Oral Celik e membros da máfia turca, em Sófia. Um desses mafiosos, Musa Cerdar Celeb, confirmou que eles teriam dado aos dois pequenas quantias, nunca superiores a US$ 800, em 4 ou 5 ocasiões diferentes. Durante as investigações, Cerdar definiu Agca como um jovem pretensioso e cheio de orgulho, que vivia pedindo dinheiro para conseguir se manter longe da lei. Celenk, o chefão que teria pago milhões pelo crime, morreu de infarto em 14 de outubro de 1985.

Outra oportunidade para desatar esse nó era que, com a queda do comunismo, surgisse uma prova que esquentasse os indícios do envolvimento soviético. Mas nada apareceu: nenhum bilhete confidencial, nenhum documento da KGB. Apenas pouco confiáveis fontes indiretas (gente que diz que ouviu outros dizer que outros disseram que… e por aí vai). Robert Gates fala com uma contundente sinceridade sobre o caso. “Fomos atrás de todos os indícios que pudessem provar essa ligação. Mas, francamente, nunca chegamos a uma conclusão. Esse é um enigma que ainda precisa ser desvelado.” Michaels Dobbs, que acompanha o caso há 20 anos, acha que os motivos de Agca para atirar no papa não são um mistério. “Ele afirmou que iria atirar no papa e chamar a atenção para a causa do nacionalismo islâmico turco. E foi o que fez. Sua sede por fama e reconhecimento po­de ser vista em suas megalomaníacas versões, nas quais ele ora é o pivô da maior conspiração de nosso século, ora sustenta que é a reencarnação de Cristo.”

A última esperança seria, então, ele mesmo: Mehmet Ali Agca. Mas será que ele ainda tem uma história inédita, coerente e crível para revelar? Depois de ser perdoado da pena de prisão perpétua e ter ficado 19 anos na cadeia, Agca deixou a Itália em 2000. Extraditado para a Turquia, foi preso para cumprir pena por assalto e assassinato. Em 12 de junho 2006, foi libertado, mas a Justiça turca cancelou sua condicional 8 dias depois. As dúvidas sobre seu estado psíquico são grandes por causa das cartas delirantes que escreveu na prisão, nas quais se diz voluntário para assassinar Osama bin Laden e afirma ter rejeitado uma oferta do Vaticano para se tornar cardeal. O último a vê-lo na prisão foi seu irmão Adinan Agca, em outubro passado. De lá, ele trouxe a seguinte mensagem: “Meu irmão diz que os tiros foram a vontade de Deus, expressa no 3º segredo de Fátima. O Vaticano e o Ocidente têm que aceitar o fato de Mehmet ser o messias”.

Santo atentado

Passo a passo, como foi o ataque contra João Paulo 2º

12h

O papa almoça frango com o médico francês Jerome Lejeune e a esposa deste. O enconto se prolonga por mais tempo que de costume.

14h45

João Paulo 2º se recolhe aos seus aposentos. Ele não gostava de dormir à tarde, mas costumava se retirar para orar e meditar sozinho.

16h40

Acompanhado por seu secretário particular e pelo mordomo, ele se dirige ao papamóvel, estacionado atrás dos Arcos dos Sinos. O evento começa às 17 h.

1. 17h03 – A BENÇÃO

O público se aglomera ao redor do papa. Uns tocam suas vestes, outros passam-lhe presentes e até bebês, que João Paulo 2º toma nos braços, beija e abençoa. O papamóvel conclui uma primeira volta em pouco mais de 10 minutos. Sem interrupção, inicia a segunda.

2. 17h17 – TIROS NA MULTIDÃO

O papamóvel está diante da porta de bronze da praça e já cumpriu metade da segunda volta. Do meio da multidão um braço se levanta sem ser percebido. Está a cerca de 3 metros do papa, se tanto, e tem uma pistola Browning 9 mm na mão. Três tiros são disparados.

3. 17h17 – TRÊS VÍTIMAS

João Paulo 2º cai para trás e é amparado pelo padre Dziwisz. “Alguém gritou que o papa foi atingido e eu perguntei ‘onde?’ ‘Na barriga’, ele respondeu”, lembra Dziwisz. Os tiros também acertaram o braço da jamaicana Rose Hall, esposa de um pastor protestante, e o peito de Anne Odre, uma viúva americana, católica fervorosa. Ambas sobreviveram.

4. 17h18 – PRE PELA IRMÃ

O atirador tentou correr, aproveitando que a maioria das pessoas ainda não tinha entendido o que ocorrera. Mas irmã Letícia tinha. A pequena freira franciscana agarrou-se a ele gritando: “Foi você. Foi você quem atirou”. O homem ainda segurava a sua pistola. Em seguida, policiais chegaram para prendê-lo.

5. 17h19 – O AMIGO LOBO

O jornalista americano Lowell Newton fotografa um jovem correndo pela praça. Acredita-se que fosse Oral Celik, conhecido de Agca nos tempos de militância na Turquia. Se Celik também atirou é um mistério – nunca foram achados projéteis de outra arma. Mas a maioria dos especialistas dá como certa a presença dele no local do crime.

O úlitmo segredo

No dia 13 de maio de 1917, 3 crianças portuguesas – os irmãos Francisco e Jacinta Marto e a prima deles Lúcia dos Santos – presenciaram a primeira das várias aparições da Virgem Maria que teriam tido naquele ano. Francisco e Jacinta morreram de gripe espanhola logo depois. Lúcia cresceu, virou freira e passou a vida em conventos. Somente em 1941 ela contou que a Virgem lhe confidenciara 3 segredos. O 1º era uma visão do inferno e da salvação por intermédio da devoção à Maria. A visão foi associada à 2ª Guerra Mundial. O 2º se referia aos ateus comunistas. “Se atenderem a meus pedidos, a Rússia se converterá e haverá paz.” Com o fim da URSS, a profecia estava realizada.

O 3º, porém, permaneceu oculto. Com medo de levar para o túmulo o último segredo, Lúcia relatou-o em carta ao papa Pio 12. O conteúdo ficou trancado até – veja você! – 13 de maio de 2000. Segundo o Vaticano, dizia que “um bispo vestido de branco, que reza junto aos fiéis, cai por terra, aparentemente morto, sob disparos de arma de fogo”. João Paulo 2º revelava que ele era o 3ª segredo de Fátima.

“O papa considerava um milagre ter sobrevivido”, diz o monsenhor Stanislaw Dziwisz, seu ex-secretário. Por isso, aproveitou o simbólico 13 de maio de 1982 para depositar o fragmento do projétil retirado de seu intestino no Santuário de Fátima, em Portugal.

Empossado papa em 2005, Bento 16 também demostra gostar das coincidências. Aproveitou seu primeiro 13 de maio como papa para abrir o processo de beatificação de João Paulo 2º. Em maio próximo, Bento 16 estará no Brasil. No dia 13, promove sua principal aparição pública: uma missa em Aparecida. Vale um pirulito como ele aproveita a data para anunciar a santidade do ex-ator polonês.

Para saber mais

Sua Santidade

Carl Bernstein e Marco Politi, Objetiva, 1996.

João Paulo 2º

Bernard Lecomte, Record, 2005.

Uma Vida com Karol

Stanislaw Dziwisz, Rizzoli, 2006.