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Como foi o assassinato de John Lennon?

O Beatle foi morto com quatro tiros por um fã obcecado. O crime ocorreu em 8 de dezembro de 1980, em Nova York

Por Victor Bianchin - Atualizado em 14 fev 2020, 17h41 - Publicado em 12 abr 2016, 16h42

ILUSTRA Zé Otávio

O Beatle foi morto com quatro tiros por um fã obcecado. O crime ocorreu em 8 de dezembro de 1980, em Nova York, na frente do edifício Dakota, onde Lennon morava com a esposa, Yoko Ono, e o filho, Sean. Mark Chapman, o assassino, revelou depois que sentia raiva por Lennon pedir ao público que “imaginasse nenhuma posse” (na canção “Imagine”) enquanto vivia uma vida milionária. Fã ardoroso do livro O Apanhador no Campo de Centeio, Chapman se projetava no protagonista, Holden Caulfield, sentindo-se uma pessoa pura no meio de gente “falsa” – como Lennon teria se tornado. Ele foi condenado à prisão perpétua com a possibilidade de condicional após 20 anos. Desde 2000, já pediu a liberdade sete vezes (é preciso esperar dois anos entre cada pedido), mas permanece atrás das grades.

A DAY IN THE LIFE

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1. Por volta das 11 horas de 8 de dezembro de 1980, Chapman acordou em seu quarto no Sheraton Hotel, pegou sua Charter calibre 38 e preparou o ambiente para a futura revista da polícia, posicionando objetos na escrivaninha. Ele já havia tentado seu ataque nos dois dias anteriores, mas sentia que essa seria a data

2. Chapman montou vigília na calçada do edifício Dakota e chegou a cumprimentar Sean, filho do Beatle, que chegava com a babá. Durante a tarde, Lennon e Yoko receberam a fotógrafa Annie Leibovitz, que realizou o último ensaio do casal, e concederam uma entrevista a um jornalista

3. Acompanhado pela esposa, o músico deixou o prédio novamente às 17 horas, rumo ao estúdio Record Plant. Com uma capa do disco Double Fantasy sob o braço, Chapman abordou a vítima, que lhe concedeu um autógrafo: “John Lennon. Dezembro, 1980”. A cena foi registrada por um fotógrafo

4. Às 22h50, o casal retornou. Lennon desceu da limusine depois de Yoko e estava alguns passos atrás dela quando Chapman disparou seu revólver. Das cinco balas, duas atingiram as costas do cantor e outras duas o seu ombro esquerdo. Chapman foi desarmado pelo porteiro do prédio

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5. A polícia chegou ao local e encontrou Lennon nos braços da mulher. A aorta do cantor havia sido ferida e ele sangrava profusamente, então os policiais decidiram levá-lo até o hospital. Chapman não fugiu: aguardou os policiais sentado na calçada, lendo sua cópia de O Apanhador no Campo de Centeio

6. No hospital, após tentativas inúteis de reanimação, John Lennon foi oficialmente declarado morto às 23h15. Yoko pediu aos médicos que não divulgassem a notícia até que chegasse em casa: ela temia que Sean ficasse sabendo pela TV. Não houve funeral e Lennon foi cremado dois dias depois

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Beatles

– Ringo Starr tirava férias nas Bahamas. Assim que recebeu a notícia, ele se preparou para ir a Nova York. Foi o único Beatle a confortar Yoko pessoalmente

– George Harrison dormia em sua mansão quando a notícia saiu. Ele só ficou sabendo no dia seguinte. George era o único que ainda estava brigado com John

– Paul McCartney ligou para George e Yoko quando soube, também na manhã seguinte. Seu comentário à imprensa – “Um saco, não é?” – foi entendida como indiferença

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PERGUNTA DO LEITOR Daniel de Sá Moreira, Rio de Janeiro, RJ

FONTES Livros The Day John Lennon Died, de Keith Elliot Greenberg, Rock Shrines, de Thomas H. Green, e Let Me Take You Down: Inside The Mind of Mark David Chapman, The Man Who Killed John Lennon, de Jack Jones

 

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