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Como o vaga-lume emite sua luz?

A responsável pelo fenômeno é a luciferina, substância produzida pelo animal

Por Redação Mundo Estranho Atualizado em 4 jul 2018, 20h26 - Publicado em 18 abr 2011, 19h00

Químicos e biológos chamam a isso de bioluminescência. “Esse fenômeno resulta da oxidação de uma substância combustível produzida pelo próprio animal: a luciferina”, afirma Etelvino Bechara, do Instituto de Química da USP. A luciferina reage com o oxigênio que o animal inspira, auxiliada por uma enzima batizada de luciferase. A energia é fornecida pela substância adenosina trifosfato (ATP), principal fonte energética usada pelo metabolismo das células, mas, nesse caso, o resultado é a emissão de luz. Há três espécies de besouros luminosos: os vaga-lumes, da família dos lampirídeos, com luz que varia entre o verde e o amarelo; os tectecs ou salta-martins, dos elaterídeos, que emitem luz entre o verde e o laranja; e os trenzinhos, dos fengodídeos, capazes de mais tonalidades: verde, amarelo, laranja ou vermelho.

A reação da luciferina com oxigênio na presença da luciferase e da ATP ocorre em células especiais (os fotócitos) que formam um tecido chamado lanterna. Esse tecido está ligado à traquéia e ao cérebro, permitindo assim o controle da iluminação. Ou seja: o inseto só se acende quando tem vontade.

Farolete voador
Reação química faz inseto acender

1. O oxigênio inalado pelo vaga-lume é enviado para o tecido chamado lanterna, onde reage com duas substâncias: luciferina e luciferase

2. A substância ATP fornece energia e o resultado da reação é a oxiluciferina, que libera energia em forma de luz

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