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Como será seu quarto daqui a 100 anos?

2111: UMA ODISSEIA NO FUTURO Este é o terceiro capítulo da série. Mês que vem, saiba como será seu corpo!

Por Tiago Cordeiro - Atualizado em 4 jul 2018, 20h16 - Publicado em 4 Maio 2011, 16h05

Uma coisa não vai mudar: ele vai continuar sendo um refúgio, o lugar para se comunicar, manter hobbies, se divertir e, claro, dormir. Mas algumas coisas vão ficar bem diferentes. Vamos passar boa parte do dia no computador (que vai estar em todo lugar). Telas holográficas deixarão os jogos mais emocionantes e facilitarão a navegação na internet. Aliás, a web será vital na sua formação: especialistas acreditam que boa parte da educação será online. Mas você ainda terá que ir à escola de vez em quando – para as aulas de educação física, por exemplo.

2111: UMA ODISSEIA NO FUTURO

Este é o terceiro capítulo da série. Mês que vem, saiba como será seu corpo!

TUDO AO MESMO TEMPO

Cercados por telas, vamos estudar, jogar, ler e conversar

PRESTE ATENÇÃO… SE PUDER

Você já assiste TV conversando com os amigos no computador? É bom ir treinando. Na medida que as tecnologias convergirem, nossa atenção irá se fragmentar ainda mais. Prepare-se para curtir clipes em alta resolução numa tela, chat em outra, a nova edição da ME (a de número 1311!) em outra… Para a comunicação, nada de telefone fixo: faremos ligações em áudio e vídeo via celular ou computador

SUPERMÁQUINA

Teclado, mouse ou aparelho de som serão coisas de museu. O computador terá diversas telas em 3D e touch screen, com músicas, jogos, canais de TV, lojas virtuais, comunicadores online, livros e jornais. “A estimativa é de máquinas com processadores de 180 GHz e conexões de internet de 30 gigabytes”, diz Andreas Andreou, professor de engenharia de computação da Universidade Johns Hopkins

O armazenamento de arquivos será quase todo na rede – mas ainda teremos pendrives poderosos para carregar filmes para a casa de um amigo, por exemplo

VOCÊ É QUEM MANDA

Você ainda não se verá livre de ter que ir à escola. “A educação presencial é fundamental na formação do jovem. E a interação social ajuda a prepará-lo para a vida”, diz Victoria Bernhardt, diretora executiva do instituto Education for the Future. Mas muitas aulas você fará em casa mesmo, online. A divisão de classes por idade vai acabar: as tarefas serão divididas em módulos, que respeitarão seu ritmo

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O tênis vai ser leve, resistente, impermeável e com cores que você poderá trocar quando quiser

MENOS É MAIS

Há alguns séculos, as pessoas vestiam várias camadas de roupas. Isso foi mudando: hoje ninguém mais usa anáguas, por exemplo. O futuro trará a simplicidade total: calça ou bermuda e camiseta. Os tecidos serão sintéticos e inteligentes, capazes de se ajustar ao corpo e à temperatura ambiente. Nada de a galera se vestir igual, como preveem alguns filmes: num mundo superpovoado, a tendência é que cada um queira expressar ainda mais sua individualidade

Nos megaedifícios do futuro, para chegar até a escola, bastará pegar um elevador

PRATO FEITO

Você gosta de comer no quarto? No futuro, vai ser mais fácil: a refeição virá prontinha em potes. Da geladeira, vão para o forno elétrico e já saem prontas para comer. Não vamos ter as cores, os cheiros e as texturas de hoje porque carne natural, frutas e saladas vão ser caras. O pratinho vai vir geneticamente modificado para fornecer os complementos nutricionais: um simples arroz vai ter uma grande quantidade de vitaminas e proteínas

Vai ser confortável dormir. Os colchões do futuro vão se adaptar ao corpo

É REAL, CLONE OU ROBÔ?

Se hoje já somos apaixonados por pets, imagine em 2111, quando vamos morar em “apertamentos” e sair menos de casa. Mas até eles terão versões mais modernas. Vai ser possível cloná-los (isso já acontece atualmente) ou modifi cá-los geneticamente para que tenham um pelo mais fácil de lavar ou façam uma sujeira menos fedida. Outra opção serão as mascotes-robôs, que já existem no Japão, mas que terão pelos ainda mais parecidos com os reais

FONTES Victoria Bernhardt, professora da Universidade da Califórnia e diretora executiva do instituto Education for the Future; Andreas Andreou, professor de engenharia de computação da Universidade Johns Hopkins; projetos de casas inteligentes do MIT e das empresas Intel, Siemens, Microsoft e Orange

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