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O que foi o cangaço? A história de Lampião e da violência no sertão nordestino

Onda de banditismo assolou a região entre os séculos 18 e 20.

Por Redação Super 21 set 2026, 10h00
O que foi o cangaço? A história de Lampião e da violência no sertão nordestino Priorizar nos meus resultados Google

O cangaço foi uma onda de banditismo, crime e violência que se alastrou por quase todo o sertão do Nordeste brasileiro entre o século 18 e meados do século 20. Para alguns especialistas, esse movimento teria nascido como uma forma de defesa dos sertanejos diante da ineficiência governamental em manter a ordem e a segurança.

Contudo, os bandos de cangaceiros logo se transformaram em quadrilhas que aterrorizaram a região, pilhando, assassinando e estuprando. A atuação desses grupos, marcada por ataques repentinos a povoados, gerava pânico generalizado.

Os cangaceiros saqueavam vilarejos, roubando bens e promovendo bebedeiras, enquanto as forças policiais locais, frequentemente em menor número e com armamento precário, pouco podiam fazer para conter a violência no sertão.

Para combatê-los, o governo reagia com as “volantes”, grupos de policiais que, muitas vezes, utilizavam métodos tão brutais quanto os próprios cangaceiros.

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A história de Lampião

O maior de todos os cangaceiros, Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião, começou a atuar em 1920. Estima-se que sua gangue foi responsável pela morte de mais de mil pessoas, deixando um rastro de terror.

A partir de 1930, mulheres começaram a se juntar ao cangaço, quebrando um paradigma. A pioneira nesse movimento foi Maria Bonita, companheira de Lampião, que se tornou uma figura icônica ao lado do Rei do Cangaço.

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O fim da era dos cangaceiros

O sucesso dos ataques de Lampião e seu bando contra fazendas e vilarejos fez com que a polícia intensificasse seus esforços para enfrentá-los. As autoridades passaram a usar armamentos que os cangaceiros jamais conseguiram comprar, como submetralhadoras, que davam uma vantagem decisiva às volantes.

Em 1938, Lampião e Maria Bonita foram emboscados e mortos por uma volante. Um dos sobreviventes, Corisco, tentou assumir o lugar do chefe, mas também foi morto pela polícia em 1940.

A morte de Corisco é considerada o marco que encerra oficialmente a era do cangaço, pondo fim a um capítulo violento da história do Nordeste brasileiro.

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Este conteúdo foi produzido com o auxílio de inteligência artificial e revisado por jornalistas. Trata-se de uma atualização de reportagem assinada por Roberto Navarro e publicada pela Mundo Estranho em 2011.

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