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O que foi o protesto da Paz Celestial?

Episódio foi um dos mais marcantes do fim da Guerra Fria

Por Natália Rangel 12 ago 2014, 18h30 | Atualizado em 2 jul 2026, 17h59
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Foi a maior manifestação popular contra o Partido Comunista Chinês (PCC). Os protestos rolaram entre 15 de abril e 5 de junho de 1989, finalizados com o massacre da Praça da Paz Celestial, no centro político de Pequim. Com a queda da União Soviética, a China (assim como outros países socialistas) rendeu-se ao capitalismo. A abertura econômica, entretanto, não foi acompanhada de reformas políticas, deixando a população insatisfeita com a repressão aos direitos individuais, à liberdade de imprensa e de expressão, e com as péssimas condições sociais. Após os protestos, o país abrandou a linha-dura, apesar de o PCC seguir controlando a mídia e a influência cultural externa. Após o massacre, nenhum movimento enfrentou o partido de novo.

Vem pra rua

Acompanhe, passo a passo, o maior levante popular da China

AVANTE, COMPANHEIROS!

Afastado do governo desde 1987 por ser considerado liberal reformista, Hu Yaobang morreu dois anos depois, em 15 de abril de 1989. Seu funeral levou milhares de estudantes da Universidade de Pequim às ruas, inspirados a protestar contra a repressão política do PCC

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DORMINDO NA PRAÇA

Centro das manifestações, a Praça da Paz Celestial (Tian¿anmen, em chinês) foi ocupada pelos universitários. Aos poucos, intelectuais e trabalhadores juntaram-se a eles para protestar contra a corrupção, o desemprego e a inflação, que assolavam o país mesmo com a abertura econômica. Assim, o protesto virou um levante popular

(NÃO) PEDE PARA SAIR

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Diante do fracasso das forças de segurança que há semanas tentavam desocupar Tian¿anmen, o secretário-geral do PCC, Deng Xiaoping, acionou tropas do Exército. Na noite de 3 de junho, tanques entraram na cidade passando por cima de tudo e de todos. Na manhã seguinte, a praça foi totalmente cercada, e os confrontos intensificados

ENTRE MORTOS E FERIDOS

Não se sabe quantas pessoas morreram no massacre. O PCC fala em 200 civis, mas a Anistia Internacional (entidade de defesa dos direitos humanos) estima 1.000 mortos, dentre mais de 100 mil manifestantes. Além dos milhares que foram presos, outros tantos fugiram para outros países e vivem até hoje afastados da China

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O rebelde desconhecido

Manifestante anônimo encarou tanques de guerra

Em 5 de junho, o Exército ocupou a Praça da Paz Celestial. Um jovem desarmado partiu para a frente de uma fila de tanques e virou um escudo humano. O rebelde foi filmado, fotografado e virou notícia em todo o mundo.

Fonte Livro Os Chineses, de Cláudia Trevisan

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