O que são estalactites e estalagmites?
Não são projetos de um decorador de cavernas maluco

São as formações minerais mais fáceis de serem encontradas em cavernas. As estalactites pendem do teto na forma de cones pontudos. Já as estalagmites têm aspecto parecido, mas crescem no sentido contrário, do chão para cima. Ambas surgem porque as rochas calcárias das regiões de cavernas costumam ser bastante solúveis – ou seja, facilmente dissolvidas pela água. Infiltrando-se pelas fendas do terreno, a água da chuva ou dos rios penetra no subsolo. No caminho, carrega consigo o calcário dissolvido das rochas. No teto das grutas, essa água começa a gotejar, formando lentamente uma espécie de canudo com os fragmentos de minerais que carrega.
Quando esse canudo entope, os resíduos se acumulam na base, que se alarga, dando à formação a aparência de um cone, típica das estalactites. No chão, logo abaixo delas, surgem as estalagmites. A água que escorre do teto acumula minerais no solo, criando outra escultura que cresce em direção à estalactite. Se o pinga-pinga continuar, a tendência é que os dois blocos se juntem numa só coluna. Essa união, é claro, não acontece do dia para a noite.
“A taxa de crescimento é de frações de milímetros por ano. E isso se houver bastante umidade na caverna”, afirma o geólogo Ivo Karmann, da Universidade de São Paulo (USP). Além de serem um cenário de rara beleza, as cavernas esculpidas pela água gotejante guardam a história do clima na região. “Medindo a taxa de crescimento de estalactites e estalagmites, temos uma idéia do índice de chuvas do lugar. São os únicos registros preservados do vento e da erosão que permitem estudar variações climáticas de até 100 mil anos atrás. Por isso, é muito importante conservá-las”, diz Ivo.
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