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Qual é o significado dos gestos do maestro para a orquestra?

A mão direita do maestro mostra os compassos da música

Por Redação Mundo Estranho - Atualizado em 4 jul 2018, 20h19 - Publicado em 18 abr 2011, 18h58

Com os movimentos da mão direita, o regente define para os músicos o compasso e a velocidade com que a obra deve ser executada. Não fosse assim, cada músico tocaria à sua própria maneira – enquanto a platéia, provavelmente, sairia correndo. “A mão esquerda também é muito importante.

Ela se move junto com o resto do corpo, indicando o sentimento que a música deve exprimir – por exemplo, mais vibrante ou mais austera”, diz o maestro Gil Jardim, da Escola de Educação e Artes da USP. Para o célebre compositor alemão Richard Wagner (1813-1883), “a regência resume-se em duas funções: saber onde está a melodia e dar à orquestra o andamento justo”.

A origem da regência está na antigüidade, nos teatros grego e romano, quando se marcava o tempo dos coros batendo palmas ou os pés no chão. No Renascimento, um dos pioneiros foi o ítalo-francês Giovanni Battista Lully (1632-1687), que regia batendo um cajado no chão (curiosidade mórbida: esse cajado levou o maestro à morte, quando ele acertou o próprio pé causando uma hemorragia).

Os segredos da batuta

Compasso binário (samba, marchinha)

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Compasso ternário (valsa)

Compasso quaternário (blues, samba-canção)

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