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Quem foi o Barão Vermelho?

Maior piloto de caças militares de todos os tempos abateu 80 aviões inimigos na 1ª Guerra Mundial

Por Ernani Fagundes e Roberto Navarro Atualizado em 4 jul 2018, 20h26 - Publicado em 27 jan 2011, 14h28

O maior piloto de caças militares de todos os tempos, o alemão Manfred von Richthofen, abateu 80 aviões inimigos de seu país na 1ª Guerra Mundial. Suas principais máquinas de guerra foram o Albatros e o triplano Fokker DR 1, que voava a até 165 km/h. Com ele, Manfred ganhou destaque na Força Aérea Alemã e, quando foi nomeado líder de seu esquadrão, pintou a nave com um vermelho brilhante para ser reconhecido de longe pelos oponentes. Nascia assim o famoso apelido. Ao sobrevoar o norte da França em 1918, o Barão Vermelho se desgarrou da esquadrilha para perseguir um caça inglês e acabou sozinho em território inimigo, sob fogo duplo, vindo do ar e da terra. Os britânicos comemoraram a morte do temido rival, porém sepultaram-no com honras de herói de guerra.

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ÚLTIMO SOLO
Manfred von Richthofen morreu em combate, às vésperas de fazer 26 anos
1. Manhã de 21 de abril de 1918. O Barão treina seu primo mais novo, Wolfran, para futuros combates quando se depara com uma patrulha de cinco aviões Sopwith Camel da RAF, a Real Força Aérea britânica2. Com a briga iniciada nos céus, tropas entrincheiradas dos Aliados – inimigos dos alemães – observam o Barão em perseguição a um de seus caças, pilotado pelo tenente Wilfrid May. Quando o Barão se prepara para atacar, outro Camel, guiado pelo capitão Roy Brown, mergulha para interceptá-lo

3. O Barão Vermelho dispara várias vezes e o canadense Wilfrid May escapa com manobras em ziguezague. Enquanto isso, o Fokker vermelho é abatido por tiros disparados por Roy Brown e pela artilharia terrestre

4. O corpo de Von Richthofen é examinado por uma junta de médicos Aliados. A causa da morte é uma bala vinda das trincheiras. O projétil entrou abaixo da axila direita e subiu pelo peito, causando danos mortais ao coração e aos pulmões

5. A RAF reconhece o inglês Roy Brown como quem derrubou o maior ás da 1ª Guerra, mas o artilheiro australiano Robert Buie reivindica ter feito o disparo. Após uma reconstituição feita em 1998, o verdadeiro autor do tiro é revelado: o australiano Cedric Popkin, que morreu sem saber da proeza

VERSÃO NACIONAL No Brasil, o Barão Vermelho empresta o apelido a uma banda de rock e o sobrenome à assassina Suzane von Richthofen

Para ser um ás de guerra, um piloto alemão tinha que derrubar 16 caças – o Barão abateu cinco vezes mais que isso

CARREIRA CURTA O Barão construiu sua reputação destruindo inimigos entre 1916 e 1918 Manfred passou o início da 1ª Guerra, em 1914, na cavalaria, fazendo reconhecimento de território. Em 1915, conseguiu transferência para a Força Aérea. Depois de treinar como observador e bombardeador, estreou como piloto em 1916
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