Texto Marina Bessa
Está faltando comida no mundo?
Ainda não. O que houve foi um aumento médio de 57% em um ano do preço dos alimentos, e isso dificulta sensivelmente o acesso à comida em países muito pobres – em alguns lugares, o gasto com alimentação pode chegar a 70% do orçamento familiar. O Banco Mundial estima que o encarecimento da comida fará com que 100 milhões de pessoas passem da pobreza para a miséria absoluta.
E por que os preços aumentaram?
Houve crescimento da demanda de países emergentes (em 1995, cada chinês consumia 25 kg de carne por ano. Hoje, consome 53). Ao mesmo tempo, enchentes e secas, que prejudicaram a producão em países como a Austrália, e a expansão da lavoura de milho voltada à produção de etanol nos EUA diminuíram a oferta de grãos, que fez aumentar o preço da ração e, assim, da carne, dos ovos e do leite. Ainda por cima, altas do petróleo elevaram o preço dos fertilizantes.
Que medidas estão sendo tomadas?
De imediato, além de aumentar a doação a programas de ajuda aos necessitados, a ONU planeja investir na produção agrícola de países em desenvolvimento. Desestimular a producão de biocombustíveis e rever a política de impostos que sobretaxa a importação de alimentos em países ricos também estão na pauta de discussão entre os chefes de Estado.
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