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Bafômetro para diabéticos pode substituir espetada no dedo

Graças aos cachorros, cientistas conseguem identificar uma substância para medir os níveis de açúcar no sangue pelo hálito

Por Pâmela Carbonari Atualizado em 31 out 2016, 19h01 - Publicado em 29 jun 2016, 19h15

Uma picadinha no dedo, uma gota de sangue e, em poucos segundos, o nível de glicose aparece no visor. Apesar de ser simples, a tarefa é desconfortável para quem precisa fazer o teste com bastante frequência – ou diariamente, como grande parte das pessoas com diabetes tipo 1, quando o organismo produz pouca ou nenhuma insulina. Mas uma nova e indolor forma de medir o açúcar no sangue pode poupar os diabéticos desse exame um tanto incômodo: um bafômetro.

Os cientistas sabem há algum tempo que os cachorros treinados são capazes de perceber se seus donos estão prestes a ter um ataque de hipoglicemia, quando os níveis de açúcar no sangue estão muito baixos. A novidade, publicada no Diabetes Care, é que cientistas da Universidade de Cambridge conseguiram isolar a substância que os cachorros detectam pelo faro. Ela se chama isopreno e é um composto natural presente no hálito humano que, ao contrário dos cachorros, não somos capazes de perceber. Apesar de ainda não saberem de onde ele vem e da sua relação exata com a ascensão dos níveis de açúcar, os pesquisadores acreditam que o isopreno seja um subproduto da produção de colesterol.

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Para encontrar qual era substância que os cachorros tanto cheiravam, os cientistas baixaram gradativamente a pressão de oito mulheres na faixa dos 40 anos portadoras de diabetes tipo 1 e analisaram os produtos químicos da respiração delas. Ao final do experimento, notaram que os níveis de isopreno quase dobraram quando as mulheres estavam com hipoglicemia.

A descoberta abre um novo leque de possibilidades para aparelhos medidores de glicose, principalmente por se tratar de uma doença que mata 3,7 milhões de pessoas todos os anos e que assola um em cada 11 adultos no mundo. A estimativa da Federação Internacional de Diabetes é que, até 2025, 380 milhões de pessoas sejam diabéticas, se nada for feito para evitar. 

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