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Bolsa Família evitou oito milhões de internações, mostra estudo internacional

Resultado tem a ver com as condições para receber o auxílio, como a vacinação obrigatória das crianças.

Por Eduardo Lima 3 jun 2025, 18h00 •
  • Há duas décadas em vigor no Brasil, o Bolsa Família atinge mais de 20,5 milhões de famílias. O objetivo você sabe: transferir renda para pessoas pobres em um dos países mais desiguais do mundo.

    O programa foi instituído no primeiro mandato de Lula. Foi uma ampliação e unificação de iniciativas similares do próprio governo e da gestão anterior, de Fernando Henrique Cardoso. Hoje, o governo investe R$ 13, bilhões no Bolsa Família – os beneficiários recebem, em média, R$ 668 por mês.

    Para ter acesso a esse dinheiro, há uma série de condições, como manter a vacinação e a matrícula escolar dos filhos em dia. E um recente estudo internacional apontou que, graças a essas exigências, o Bolsa Família pode ter tido um impacto significativo na saúde dos brasileiros.

    Publicada na revista The Lancet Public Health, a pesquisa mostra que, de 2004 a 2019, 8,2 milhões de internações hospitalares e 713.083 mortes foram prevenidas. O estudo foi coordenado pelo Instituto Barcelona para Saúde Global (ISGlobal) em colaboração com o Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e o Centro de Estudos Estratégicos Fiocruz.

    Menos desigualdade –até na saúde

    O estudo foi feito com dados de 3.671 cidades, que correspondem a mais de 87% da população brasileira. Por causa das vacinas obrigatórias, houve uma redução de 33% da mortalidade infantil em crianças abaixo de 5 anos em áreas de alta cobertura do Bolsa.

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    A melhoria direta na renda das famílias também ajudou o vovô e a vovó: as internações hospitalares diminuíram 48% entre pessoas acima de 70 anos em áreas com cobertura ampla do programa. Um alívio à demanda por saúde pública no país.

    Esses benefícios de saúde do Bolsa Família foram maiores em comunidades mais afetadas por doenças e historicamente excluídas, como famílias em áreas rurais remotas e comunidades negras ou indígenas.

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    Além disso, a análise usou os primeiros 15 anos do Bolsa Família como base para prever qual o impacto do programa caso ele seja ampliado até 2030. Segundo as estimativas, mais 683.721 mortes podem ser evitadas.

    Não é a primeira vez que pesquisadores relacionam o Bolsa Família a benefícios na área da saúde. Casos de tuberculose, hanseníase e HIV diminuíram por causa do programa. “A transferência de renda condicionada, quando associada ao acesso à educação e aos serviços de saúde, tem efeitos duradouros sobre o desenvolvimento humano das novas gerações”, explicou a pesquisadora Daniella Cavalcanti à Agência Governamental.

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