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Cada vez menos crianças com Aids

Por Da Redação Atualizado em 31 out 2016, 18h34 - Publicado em 22 jul 2009, 22h00

É uma feliz constatação: cada vez menos bebês filhos de portadoras do vírus da Aids estão sendo infectados. Há cinco anos, um terço deles acabava contaminado — e a principal forma de transmissão era o aleitamento materno. Graças a campanhas para evitar que mães soropositivas amamentassem, a incidência caiu. Nos Estados Unidos, por exemplo, nascem 7000 crianças por ano filhas de soropositivas e 70% a 85% delas — conforme a região do país — conseguem escapar da doença.

A proporção de bebês sadios deve continuar aumentando. Numa experiência americana, grávidas infectadas tomaram AZT — droga capaz de impedir o avanço do vírus — e isso aumentou a proporção de bebês sem o HIV para 92 %. Outra pesquisa importante é a da pediatra brasileira Karin Nielsen, que faz pós-doutoramento na Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos. Ela acompanhou a gravidez de um grupo de mulheres com HIV e investigou a possível forma de transmissão do vírus para a criança (veja ilustração abaixo). Segundo a médica, há casos de bebês que já nascem soropositivos. Mas há o dobro de casos de bebês que só se tornam soropositivos com alguns dias de vida — sinal que foram contaminados no parto normal. Portanto, se aumentarem os cuidados na hora do nascimento, é muito provável que o número de recém-nascidos com o vírus da doença caia bastante.

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