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Comer de 3 em 3 horas ajuda a emagrecer

Por Redação Superinteressante Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 19 mar 2011, 01h00 | Atualizado em 31 out 2016, 19h06

Este é o sonho dourado de todo mundo que está acima do peso: passar o dia inteiro comendo e, mesmo assim, ver o ponteiro da balança baixar. Os que defendem a tese argumentam que, comendo de 3 em 3 horas, você chega à mesa com menos fome, ingere porções menores, mastiga mais devagar e ainda acelera o metabolismo – o que aumentaria a queima calórica, levando ao emagrecimento. Sim, fracionar a alimentação pode ajudar você a diminuir a quantidade de comida em seu prato. Mas não garante um metabolismo turbinado. Até porque não existe uma única forma de torná-lo menos ou mais acelerado. São vários fatores envolvidos, que devem ser considerados individualmente. “Peso, idade, sexo e atividade física contam muito na regulação do metabolismo”, diz o endocrinologista e nutrólogo João César Castro Soares, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Ele não está sozinho. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), faltam estudos que comprovem que comer de 3 em 3 horas contribua para a manutenção da boa forma. Pelo contrário: é preciso considerar que existe um grande risco de você perder o controle nas refeições intermediárias – ou seja, enfiar o pé na jaca. Pouco vai adiantar fracionar a dieta se você confundir lanches com guloseimas – o que acontece na maioria dos casos. “Salgadinhos, bolachas recheadas, bolos, chocolates definitivamente não são boas opções. Se seu objetivo é emagrecer, não se engane: essas beliscadinhas não são inocentes”, diz Soares. Opções leves e saudáveis – como frutas, gelatina sem açúcar, barras de cereal (sem exagero), iogurte desnatado ou sanduíche de pão integral com queijo branco – sustentam e ajudam a manter seu nível de glicose estável, acalmando a gula. Não consegue resistir às tentações do açúcar? O endócrino dá a dica: eleja o “dia do doce” e libere geral. “O problema não é comer docinhos de vez em quando, e sim abusar todos os dias. A sacarose do açúcar comum faz o pâncreas liberar muita insulina, dificultando a queima de gordura.”

É claro que encher o prato no café da manhã, almoço e jantar também não é a saída. “A recomendação é comer menos, com mais qualidade e de maneira tranquila. Isso porque o cérebro demora pelo menos 15 minutos para liberar substâncias que agem sobre o centro da saciedade. Portanto, pegue leve e coma devagar”, aconselha o especialista da Unifesp. Além do cardápio saudável, é recomendável se dedicar à prática de uma atividade física regularmente – essa, sim, capaz de ajudar o metabolismo a manter o ritmo mais acelerado.


Quem faz refeições de 3 em 3 horas corre o risco de perder o controle e confundir lanches com guloseimas.

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