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Como o Sol queima a pele?

Há os raios que penetram na epiderme e os que ficam na superfície. E cada tipo age de uma maneira diferente

Os responsáveis pelas queimaduras são os raios ultravioletas, que são classificados em UVA e UVB.

Basicamente, a diferença entre eles é que o UVA penetra na pele e o UVB, não. Quando o UVB atinge a pele, os vasos sanguíneos se dilatam, formando o eritema, nome técnico para a vermelhidão. E, junto com a cara de pimenta, vem a ardência.

Isso ocorre porque os raios UVB ativam uma substância presente no corpo chamada prostaglandina. Quando liberada, ela deixa as células nervosas receptoras da dor extremamente sensíveis.

E, se o UVB pode ser vilão no embelezamento do verão, o UVA tende a ser aliado. Afinal, esses raios estimulam mais a atividade de melanócitos, as células produtoras da melanina, resultando no bronzeamento da pele.

Vermelho atrasado

Você saiu da praia aparentemente branco, mas, à noite, surpreendeu-se com o visual “cor de logo da SUPER” que adquiriu. Isso é normal. O efeito dos raios UVB é tardio, aparecendo em média de seis a 24 horas depois da exposição ao Sol.

Casquinha praiana

Quando tomamos muito sol, o aumento da melanina não causa apenas bronzeamento. Os raios solares atravessam a camada mais superficial da pele, que funciona como uma barreira contra as agressões externas. O UVA atinge o DNA das células, que ressecam e morrem. Essa camada de células mortas é a pele descascada – um ícone do verão.

Fontes: Ana Paula Garcia, dermatologista pela Faculdade do ABC; Carla Vidal, membro da Academia Americana de Dermatologia; e Carlos Barcaui, diretor da Sociedade Brasileira de Dermatologia.