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Covid-19: o que se sabe sobre a BA.2.75, nova linhagem da Ômicron

Ela apareceu em pelo menos 10 países, acumula mutações na proteína spike e pode ser mais transmissível do que variantes anteriores.

Por Luisa Costa Atualizado em 21 jul 2022, 18h11 - Publicado em 14 jul 2022, 13h54

O surgimento de uma nova variante do Sars-CoV-2 colocou a Organização Mundial da Saúde (OMS) em alerta. Trata-se da BA.2.75, linhagem da Ômicron, que continua sendo a dominante no mundo – e está causando a maior parte dos casos de Covid-19 sequenciados no Brasil.

A BA.2.75, que recebeu o apelido de “Centaurus”, foi detectada pela primeira vez na Índia, no começo de maio. Desde então, se espalhou rapidamente pelo país asiático – foi identificada em 23% das amostras de Sars-CoV-2 sequenciadas por lá no início de julho.

A nova linhagem também foi detectada em outros dez países, como Austrália, Alemanha, Canadá, Estados Unidos, Japão e Reino Unido – onde houve um aumento acentuado de casos, aparentemente maior do que os relacionados à BA.5, que já era considerada extremamente transmissível.

A velocidade de contágio da BA.2.75 gerou, junto à BA.4, um aumento global de 30% nos casos de Covid-19 na última quinzena, segundo a OMS. No Brasil ainda não foram identificados casos da nova variante.

A BA.2.75 é uma ramificação da BA.2, que causou casos de Covid-19 pela primeira vez por aqui em fevereiro e correspondeu a 63,3% das amostras sequenciadas de Sars-CoV-2 no início de junho. 

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A nova variante possui oito mutações a mais na proteína spike, estrutura que o coronavírus usa para invadir as células humanas. Isso pode significar que ela obteve uma vantagem sobre uma linhagem de vírus já bem-sucedida.

Quanto mais mutações uma variante acumula na proteína spike, maiores ficam as chances de transmissão. Isso é interessante para o vírus, porque a única razão de sua existência é a replicação. (Entenda nesta matéria da Super o que são os vírus e como eles moldaram a vida na Terra.)

Apesar das mutações, ainda não é possível concluir o grau de transmissão da BA.2.75. Segundo a cientista-chefe da OMS, Soumya Swaminathan, não há amostras suficientes da linhagem para avaliar sua gravidade.

Também está em aberto se a BA.2.75 pode causar casos mais graves de Covid-19 em meio à imunidade que garantem as vacinas (e as infecções prévias, mesmo que temporariamente). Por enquanto, as pessoas infectadas com a nova variante costumam ficar assintomáticas ou têm sintomas leves, como coriza, febre e cansaço.

A perda de olfato e paladar, comum no início da pandemia, não é tão predominante com essa variante. Também não foram relatados sintomas específicos por enquanto.

Autoridades estão monitorando a BA.2.75 mundialmente, mas ela ainda não foi classificada como variante de preocupação – ou seja, não está sendo considerada, oficialmente, um grande risco para a saúde pública global.

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Ela apareceu em pelo menos 10 países, acumula mutações na proteína spike e pode ser mais transmissível do que variantes anteriores.

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