Fumar cigarro eletrônico está ligado a maior risco de Covid-19
Hábito pode aumentar chance de infecção em até sete vezes. É o que mostra um novo estudo americano.
Muito populares nos Estados Unidos e União Europeia, os cigarros eletrônicos têm venda proibida no Brasil – o que não impede que, por baixo dos panos, tenham seus adeptos por aqui.
A proposta desses cigarros alternativos é ser uma fonte de nicotina menos tóxica aos usuários. No entanto, como contou esta reportagem da SUPER, isso não significa que a substituição elimine problemas de saúde.
Agora, uma pesquisa inédita, feita na Universidade Stanford e na Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, traçou uma relação entre o uso de vapes por jovens e a Covid-19. Segundo o estudo, publicado na revista científica Journal of Adolescent Health, pessoas que fumam cigarros eletrônicos têm mais chances de pegar a doença.
A pesquisa analisou 4,351 jovens, de 50 estados dos EUA, com idade entre 13 e 24 anos. Eles tinham de responder um questionário sobre se usaram cigarros eletrônicos ou vapes nos últimos 30 dias e se haviam testado positivo para o novo coronavírus ou sofrido com sintomas da Covid-19.
Nesse grupo, quem fazia uso do cigarro eletrônico teve entre cinco e sete vezes mais chances de serem infectados em comparação a pessoas da mesma idade que não tinham o hábito. O risco era maior quando o uso de nicotina era combinado – seja via cigarro eletrônico ou cigarros convencionais. Foi o primeiro estudo a analisar essa relação usando dados coletados nos Estados Unidos durante a pandemia.
“Adolescentes e jovens adultos precisam saber que usar cigarros eletrônicos aumenta seu risco de sofrer com Covid-19, porque o hábito compromete seus pulmões”, disse Bonnie Halpern-Felsher, pesquisadora responsável pelo estudo, em comunicado. Você pode ler o estudo completo clicando aqui.