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Leandro Sarmatz , ah o talento

Em conseqüência, a turma lá costuma usar o tempo livre para ler e torcer pelo Inter ¿ para ficar apenas no terreno dos hábitos recomendáveis.

Adriano Silva

Leandro Sarmatz é gaúcho mas parece mineiro. É tímido e simpático, quieto sem ser introspectivo, culto sem ser arrogante. Chega nos ambientes devagar e os conquista aos poucos. Porto Alegre, onde nasceu, não tem praia – tem frio. Em conseqüência, a turma lá costuma usar o tempo livre para ler e torcer pelo Inter – para ficar apenas no terreno dos hábitos recomendáveis. Como Leandro não gosta de futebol, acabou decidindo, de um lado, torcer para o Grêmio e, de outro, dedicar-se com notável afinco à leitura. Resultado: aos 28 anos, acumula uma invejável erudição. (Embora imagine que Baltazar ainda seja o centroavante tricolor.)

Às vezes, é preciso que se diga, Leandro usa sua instrução para o mal. Exemplo disso é a tempestade de trocadilhos – alguns muito infames – que faz chover incessantemente sobre a redação. (Já reverti pedidos de demissão que eram pura conseqüência do seu humor obsessivo e inundante.) Na maioria das vezes, no entanto, Leandro faz bom uso das linhas que venceu. Publicou dois livros como crítico literário e outro como dramaturgo – a peça Mães e Sogras. Na Super desde julho, cuidando da seção “Supercult” e tocando uma “Supercoluna” no site da revista (www.superinteressante.com.br), Leandro tem empregado sua verve a nosso favor. Estreou em reportagem na edição do aniversário de 14 anos, em setembro, com “Poder gay”. (Asseguro que a missão foi passada a ele sem nenhuma intenção de fazer piada com a sua naturalidade.)

Participou ativamente da diferenciada cobertura que a Super fez – e está fazendo – da crise mundial que se seguiu aos atentados terroristas aos Estados Unidos. E, nesta edição, comparece com a reportagem de capa: uma incursão serena, inteligente e arguta no coração de uma das polêmicas mais relevantes e sinuosas da atualidade – a pena de morte. “Acompanho a Super há oito anos e estou entusiasmada com a chegada do Leandro. Assim que pego a revista, procuro logo as matérias assinadas por ele”, diz a leitora Claudia Ten Caten, de Marechal Cândido Rondon, no Paraná. E nada mais precisa ser dito.

Por fim: já estão nas bancas duas edições especiais da Super absolutamente imperdíveis: Mundo Estranho 2, um item de colecionador com mais do melhor de “Superintrigante”; e Como Salvar o Brasil, 70 páginas com o que você pode e deve fazer – já – para entregar a seus filhos um país melhor que o que recebeu de seus pais. Se você é assinante da Super, está recebendo com esta edição um voucher que vale 1 real na compra de cada um dos especiais. Garanta já os seus exemplares!

asilva@abril.com.br