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Neurônios exagerados contraem os músculos

Por Da Redação Atualizado em 31 out 2016, 18h32 - Publicado em 31 ago 1998, 22h00

O que provoca uma convulsão e por que ela acontece?

O cérebro trabalha com impulsos elétricos que saltam de uma célula para outra. Quando tudo está bem, é uma verdadeira sinfonia: cada neurônio sabe exatamente a intensidade da descarga elétrica que deve enviar aos vizinhos. Mas, às vezes, “dá tilt”. “Um grupo de neurônios envia, ao mesmo tempo, sinais elétricos muito intensos”, explica o neurologista Ademir Baptista Silva, da Universidade Federal de São Paulo. “Passando de neurônio a neurônio, esses sinais chegam aos músculos com carga excessiva, gerando um estímulo errado e uma contração descontrolada.” Sobretudo se escaparem da barreira de aminoácidos, as moléculas básicas das proteínas, que filtram as descargas. Estresse, febre alta, álcool excessivo ou drogas podem provocar esse desarranjo neurológico. Mas se o sistema neurólogico é equilibrado nada acontece. A convulsão só ocorre em quem já tem predisposição para ela.

Desafinação neurológica

Excesso de atividade elétrica no cérebro acaba em tremedeira muscular.

1. Os neurônios “enlouquecem” por diversos motivos. Aí, passam a mandar sinais elétricos fortes demais.

2. Uma redução na quantidade de aminoácidos, que filtram os sinais, facilita a passagem dos impulsos enlouquecidos.

3. Os sinais chegam muito intensos ao neurônio vizinho. E assim por diante, até atingir os músculos com informações erradas.

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