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Zika vírus chega aos EUA

País teve primeiros casos confirmados da doença – incluindo um caso de microcefalia

No último ano, o Brasil teve mais de 84.000 casos de zika, o vírus que é transmitido pelo mosquito transmissor da dengue, o Aedes aegypti. O número impressiona porque, até 2014, a doença só tinha estourado na África, Ilhas Pacíficas e Sudeste Asiático. Foi só em maio de 2015 que ela apareceu por aqui. Agora, o próximo país que vai enfrentar a zika é os Estados Unidos, que teve dois casos relacionados à doença confirmados: um homem infectado em Houston, no Texas, e um bebê havaiano, que nasceu com microcefalia.

A mãe do bebê estava no Brasil em maio de 2015. Ela pode ter sido infectada no começo da gravidez, e, assim como outras 2.800 mulheres brasileiras, deu à luz a um filho com sérios problemas neurológicos.  

O especialista Peter Hotez diz acreditar que algumas cidades americanas podem ficar mais vulneráveis ao vírus, mas que uma só pessoa não causaria uma epidemia nacional. “O problema é que temos que agir agora. Esse é um vírus incomum, e ele tende a produzir sintomas de baixo nível”, comenta.

A Zika foi identificada originalmente na Uganda, em 1947, e era relativamente desconhecida até 2007, quando a Micronésia sofreu um surto.

A doença é muito menos agressiva que a dengue. O que preocupa mesmo são os bebês, que nascem com má-formação cerebral e serão afetados pelo resto de suas vidas. Como ainda não existe vacina, o jeito é apostar no repelente.

 

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