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Índia supera Brasil e se torna segundo país com mais casos de Covid-19 no mundo

Apenas no último domingo (6), o país registrou 90 mil novos casos, chegando à marca de 4,2 milhões de infectados.

Por Carolina Fioratti - 7 set 2020, 18h47

Nesta segunda-feira (7), a Índia ultrapassou o Brasil no número de casos confirmados de coronavírus, tornando-se o segundo país com mais registros da doença no mundo. Agora, com 4.204.613 casos registrados até a publicação deste texto, a Índia se mantém atrás apenas dos Estados Unidos, que já superaram o marco de 6,2 milhões. No Brasil, o número é pouco maior que 4,1 milhões, sendo seguido pela Rússia, com cerca de um milhão de casos. Até o momento, os outros 189 países do globo não chegaram a atingir a marca de 700 mil infectados. 

A Índia é o segundo país mais populoso do mundo, ficando atrás apenas da China. Ele conta com 1,3 bilhão de habitantes – seis vezes mais que o Brasil, que tem 209 milhões. Os Estados Unidos possui 328 milhões, enquanto a Rússia abriga 144 milhões de pessoas.

Ainda em março, quando a Índia contava apenas com algumas centenas de casos, foram implantadas no país medidas severas de distanciamento. Este bloqueio durou 70 dias e conseguiu conter a propagação do vírus durante o período. No entanto, muitos indianos perderam seus empregos e a economia do país teve sua maior queda desde 1996, encolhendo 23,9% nos meses de março a junho. 

Mesmo que os casos ainda estivessem aumentando, o governo iniciou sua reabertura em junho. Em julho, a doença começou a acelerar, e o país chegou a um milhão de infectados no dia 17 do mesmo mês. Apenas nesta última semana, a Índia registrou cerca de 75 mil novos casos por dia, batendo o recorde mundial de registros diários no domingo (6), com o marco de 90 mil. Na mesma data, o Brasil teve 16,4 mil novos casos confirmados.

Mais de 60% dos quadros de infecção relatados na Índia vieram dos estados de Andhra Pradesh, Tamil Nadu, Karnataka, Maharashtra e Uttar Pradesh, o mais populoso do país. Em Delhi, capital do país, os números também começaram a aumentar, chegando aos 3,2 mil casos no domingo – maior número registrado na cidade em mais de dois meses. Algumas áreas remotas, como as Ilhas de Andamão, também começaram a sentir o impacto, registrando dez resultados positivos no povo Grande Andamanese em agosto.

A alta dos casos pode estar relacionado com o aumento da testagem, que agora abrange cerca de um milhão de pessoas por dia. Por outro lado, essa testagem ampla traz pontos negativos: o governo está considerando todos os tipos de testes para covid-19, desde o RT-PCR, que detecta se o vírus está presente no corpo (considerado o padrão-ouro), até os testes rápidos, que detectam os anticorpos, mas não são muito confiáveis. Este segundo tipo de testes pode produzir resultados falso-negativos, principalmente se não for feito no período certo (cerca de uma semana após o início dos sintomas). 

Por ser o segundo país mais populoso do mundo, com 1,3 bilhão de pessoas, a taxa de mortalidade pela doença na Índia é considerada baixa. Mesmo assim, já são mais de 71 mil vidas perdidas para a doença. Foram registrados cerca de mil óbitos por dia no país ao longo da última semana. Também é possível que exista subnotificação de mortes – ou seja, a pessoa morre da doença, mas como não teve acesso ao teste antes ou após o óbito, ela não entra nas estatísticas oficiais. Agora, a Índia ocupa o terceiro lugar no ranking de países com mais mortes por coronavírus no mundo. Os EUA ocupam o primeiro lugar, com mais de 189 mil óbitos, seguido pelo Brasil, com 126 mil. 

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