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A linguagem do olhar

Pesquisas realizadas na Escócia e na Inglaterra com o videofone mostram que a conversa fica mais clara quando se pode ver a outra pessoa.

Por Da Redação Atualizado em 31 out 2016, 18h50 - Publicado em 31 jul 1992, 22h00

Apesar de o videofone nunca ter emplacado como substituto do telefone, duas equipes da Universidade de Glasgow, na Escócia, e de Nottingham, na Inglaterra, estão estudando até onde faz diferença ver ou não o rosto da pessoa com quem se conversa. Os pesquisadores de Glasgow colocaram várias duplas de pessoas para conversar, algumas por telefone e outras por videofone. Uma das pessoas recebe um mapa com uma rota a ser descrita pelo parceiro.

Os diálogos realizados até agora mostram que os voluntários que podem se ver interrompem uns aos outros metade das vezes que os pares “cegos”, além de dizer “sim e “hum” com menos freqüência. Para Simon Garrod, da equipe de Gaslgow, a causa provável são as indicações dadas com os olhos de que é hora de o outro falar. A equipe de Nottingham, analisando as informações transmitidas pelas expressões do rosto e das mãos, acredita que os olhos são os que mais ajudam quando há problemas de comunicação entre as pessoas.

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