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Adolescentes passam tempo demais no celular – segundo eles mesmos

A pesquisa mostrou uma autoconsciência que muitos julgavam inexistente

Para você, pai ou mãe, que achava que era chato demais insistir que os filhos trocassem o celular por um livro, uma boa notícia: ele sabe que você está certo. E até admite isso. Segundo uma pesquisa feita pelo PRC (Pew Research Center), dos EUA, 54% dos adolescentes entre 13 e 17 anos acham que passam tempo demais na telinha do aparelho. Em média, a maioria das meninas alegou gastar muito tempo nas mídias sociais, enquanto os meninos atribuem as excedentes horas a jogos de celular.

Os resultados da pesquisa mostram que checar as notificações e mensagens é a primeira coisa que 45% dos adolescentes fazem assim que acordam, ainda na cama. Mais de 30% deles dizem que perdem o foco na aula porque se distraem com seus telefones e cerca de metade das meninas (49%) dessa idade relatam se sentir ansiosas sem o aparelho por perto.

Isso prova o que as pessoas já achavam. Nos EUA, cerca de 95% dos adolescentes usam celulares, e, apesar das vantagens, há muitos custos. Esse novo relatório acabou mostrando uma autoconsciência que muitos julgavam inexistente. Os adolescentes estão cientes dos perigos que o excesso de tempo em frente à telinha pode gerar. Na pesquisa, 17% deles revelaram alívio quando estão sem o celular. Pouco mais da metade, 52%, admitiram tomar medidas para diminuir o uso de smartphones, 57% alegaram tentar limitar o uso de mídias sociais e 58%, de games.

O estudo também avaliou os pais: quase dois terços deles se preocupam com o tempo de tela de seus filhos, e mais da metade impôs limites. Mas 72% deles julgam que é difícil tirar a atenção de seus filhos do celular. Por outro lado, mais da metade dos adolescentes diz que são os pais que podem ser difíceis de conversar quando estão em seus próprios smartphones. E um fato curioso: mais pais do que adolescentes sentem-se obrigados a responder imediatamente a qualquer mensagem recebida.

A pesquisa extraiu os resultados de dois levantamentos feitos em março – um com quase 750 adolescentes de 13 a 17 anos e uma de mais de 1.000 pais dos EUA.