GABRILA65162183544miv_Superinteressante Created with Sketch.

Bitcoin foi a moeda que mais valorizou em 2016

A moeda (digital) mais forte do mundo voltou a atingir o patamar de 2013, quando prometia revolucionar a economia mundial

O bitcoin (BTC na sigla oficial), moeda eletrônica que bombou em 2011, já estava virando motivo de piada, passados os anos de hype e de especulações a respeito do seu potencial de revolucionar a economia mundial. Mas aí veio 2016 e o valor da moeda eletrônica decolou 125% em relação ao dólar, se aproximando do pico histórico: US$ 1.163, ao final de 2013 – enquanto esta nota está sendo escrita, 1 BTC vale US$ 1.020, segundo o índice CoinDesk.

A valorização consistente do bitcoin em um ano tão instável política e economicamente como foi 2016 (eleição de Trump, Brexit, guerra na Síria) faz com que ele passe a ser visto como algo mais do que um investimento de alto risco. A agência de notícias France Presse (AFP) chegou a sugerir que a moeda eletrônica pode ser encarada por alguns como um refúgio em tempos de turbulência, tipo o que acontece com o ouro – o nobre metal é sempre mais procurado em épocas de incertezas sobre os rumos dos mercados.

LEIA: Bitcoin – a moeda que vale mais do que dinheiro

Outro ponto favorável para uma maior adesão ao bitcoin é a descentralização da moeda, que não depende de bancos centrais para sustentá-la. As transações são feitas de usuário para usuário, com uso de criptografia, o que agiliza o fluxo entre pessoas, empresas e até países.

Um ponto controverso desse livre fluxo, porém, é seu uso na deep web, para compra e venda de produtos e serviços ilícitos, como drogas ilegais, armamentos e até assassinatos por encomenda.

LEIA: O dinheiro do futuro

Enquanto não dá para carregar BTCs no bolso para comprar no supermercado, pagar o ônibus ou abastecer o carro – para adquirir jogos online, passagens de avião e até um café no Starbucks, já dá –, o jeito é esperar (ou pagar) para ver se a moeda (eletrônica) mais forte do mundo ressurgiu das cinzas para valer ou se vai se encher ainda mais de especulação até estourar como uma bolha.

Comentários

Não é mais possível comentar nessa página.

  1. Carlos Mendes

    “…tipo o que acontece com o ouro…”
    Quem redigiu esta matéria, um aluno do Fundamental? O termo “tipo” até pode substituir algum outro numa conversa informal, mas numa matéria jornalística é alimentar ainda mais (má) fama de que brasileiro é analfabeto.
    O recurso – hífen – é usado pra separar uma seção na frase. A vírgula é usada pra dar uma pausa na dissertação; portanto uma vírgula após um hífen -, é esteticamente inadequado.
    Use parênteses ao invés de hífens e a posterior localização da vírgula não parecerá tão escabrosa.

    Curtir