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Mundo sem fio

Novas tecnologias de sistemas wireless prometem comunicação muito mais veloz.

Por 30 nov 2002, 22h00 | Atualizado em 31 out 2016, 18h34

O mundo caminha cada vez mais para o wireless, a comunicação feita sem a necessidade de fios. O maior expoente disso é, sem dúvida, o telefone celular – que, na Europa, já supera o número de telefones fixos. Os estudos voltados para esse sistema, que tiveram origem há um século com o italiano Guglielmo Marconi, só têm avançado nos últimos tempos. Dentro do universo do wireless, quatro tecnologias prometem revolucionar essa área: antenas inteligentes, redes mesh, arquiteturas ad hoc e transmissão de banda ultralarga.

As antenas inteligentes já estão em uso. O sistema utiliza, na verdade, múltiplas antenas, que conseguem melhor recepção dos dados de uma estação-base de telefonia celular. Dessa forma, uma mesma base pode suportar mais usuários. Com o advento dos celulares de terceira geração, que oferecem acesso à internet, o sistema está sendo mais difundido, já que são necessárias mais estações-base para a transmissão de dados pesados como gráficos, vídeos e outros serviços. Ao mesmo tempo, outra tecnologia, chamada i-Burst, promete melhor performance.

Desenhada especificamente para explorar as antenas inteligentes, ela é 40 vezes mais rápida que a tecnologia usada pelos celulares da terceira geração. A rede mesh é uma forma inovadora de conectar-se à internet. A tecnologia provê uma base conectada à web em alta velocidade. De lá, saem dados para antenas comuns instaladas nos telhados de casas ou escritórios. O interessante é que cada uma dessas antenas pode retransmitir a conexão para outras antenas vizinhas, como numa corrente gigante. Isso barateia o custo de acesso e amplia a rede – sem a perda de velocidade. Militares e os que trabalham em situações de emergência vão agradecer à terceira tecnologia promissora, a arquitetura ad hoc, novidade que vai permitir a comunicação entre rádios em locais em que não há infra-estrutura de redes.

Bombeiros que participam de operações de resgate de terremotos, por exemplo, poderão receber informações de uma central e, como as redes mesh, “alimentar”, com seus rádios os aparelhos dos colegas, que também podem acessar os dados. Além disso, a tecnologia permite expandir a capacidade de telefones celulares, que, sem nenhuma antena por perto e em lugares ermos, se comunicarão uns com os outros, desde que estejam próximos. Por fim, ainda em estudo, a tecnologia de transmissão de dados de banda ultralarga poderá conectar um computador pessoal a uma camcorder, por exemplo. As ondas da banda ultralarga são muito difíceis de detectar ou interceptar, o que torna seu uso excelente para combatentes numa guerra.

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