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O bitcoin dos índios

Tribo americana ganha o próprio dinheiro virtual - para tentar vencer a pobreza pegando carona numa moda da Internet

Por Junior Bellé 14 set 2014, 22h00 | Atualizado em 31 out 2016, 18h48

Os Oglala Lakota moram numa reserva indígena no centro-norte dos EUA, entre o rio Mississipi e as Montanhas Rochosas. Com pouca terra fértil, tentam sobreviver explorando o turismo e um cassino construído em 2007. Estão entre as pessoas mais pobres dos EUA. Mas podem ter descoberto a chave da riqueza: criar a própria moeda virtual, batizada de MazaCoin. Trata-se de uma imitação do bitcoin, dinheiro virtual que foi criado em 2009 por uma pessoa desconhecida e hoje movimenta bilhões de dólares na internet. Como o bitcoin, o MazaCoin é obtido por meio de “mineração” virtual: você deixa o seu computador rodando um software específico. A jogada é que os índios já começarão na frente, com 25 milhões de mazacoins. Se a moeda se popularizar e ganhar valor real, os lakota ficarão ricos. Parece fantasia, mas foi o que aconteceu com o bitcoin (cuja cotação saltou de US$ 0,01 para US$ 1.200 em três anos). A meta do MazaCoin é chegar a US$ 1 até o final do ano. A moeda foi criada pelo programador Payu Harris, de 38 anos, e um grupo de anônimos. “Com o MazaCoin, podemos libertar os lakota de usar o dinheiro de seus opressores”, diz um deles por e-mail. Mas os índios parecem desconfiados. “Até hoje, nenhuma tribo conseguiu impor a própria moeda”, disse o advogado Chase Iron Eyes, que representa os lakota, ao site The Verge.

 

Imagem: Creativecommons.org / Oglala Lakota

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