O retorno do Virtual Boy
Ele foi o maior fracasso da história da Nintendo. Mas também era interessante – e, agora, renasce na forma de um acessório para o Switch.
Na década de 1990, a indústria de games ficou obcecada com a realidade virtual (RV). Só que o hardware da época não tinha, nem de longe, a capacidade de processamento necessária para isso. Depois de anunciar seu capacete de RV e enrolar por alguns anos, em 1994 a Sega desistiu de lançar o produto – a desculpa da empresa, hilária, foi que o Sega VR era “realista demais”.
Mas a Nintendo foi adiante. Em julho de 1995, colocou no mercado o Virtual Boy, um console totalmente dedicado à realidade virtual. Ele tinha gráficos tridimensionais, o que chamava a atenção – mas eram monocromáticos, na cor vermelha. Não emplacou. A Nintendo vendeu apenas 770 mil unidades do console antes de descontinuá-lo, em 1996.
Agora, o Virtual Boy está sendo relançado na forma de um acessório, de US$ 100, para os consoles Switch e Switch 2. Também haverá uma versão mais barata, de papelão, que irá custar US$ 25.
Em ambos os casos, o funcionamento é o mesmo: basta acoplar o dispositivo ao Switch e soltar os joy-cons para jogar 14 títulos do Virtual Boy, incluindo Tetris e Mario Tennis (é necessário assinar o serviço Switch Online). Segundo a Nintendo, o acessório só será vendido nos EUA e no Canadá.





