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Os ETs caem no samba

Por Da Redação Atualizado em 31 out 2016, 18h46 - Publicado em 9 dez 2004, 22h00

Barbara Axt

Alienígenas levados para autópsia na Universidade de Campinas, abduções na Amazônia, espaçonaves perseguidas pela Força Aérea Brasileira nos céus do Rio de Janeiro. Será que algum autor de novela resolveu apelar para aumentar a audiência no horário nobre? A comunidade ufóloga brasileira garante que todos os fatos acima são reais. Ou você achou que era só em Roswell, nos Estados Unidos – ou em Hollywood – que apareciam ETs? Marco Antônio Petit, presidente da Associação Fluminense de Estudos Ufológicos (Afeu) e co-editor da revista UFO (sigla em inglês para Unidentified Flying Object, ou objeto voador não-identificado), por exemplo, acredita que nossos militares são tão eficazes quanto os americanos na hora de acobertar evidências de OVNIs e sonegar informações à população. Para ele, o silêncio dos governos mundiais sobre visitas alienígenas costuma ter duas razões: evitar o pânico e monopolizar o aprendizado com a tecnologia avançada dessas civilizações. O governo, por sua vez, diz que não libera informações porque elas não existem – ou então são insuficientes para qualquer conclusão.

Noites do terror

Os casos mais importantesocorridos no Brasil e o que vocêprecisa saber sobre eles

O estranho objeto da Ilha de Trindade

Quando: 16 de janeiro de 1958

Onde: ilha de Trindade (ES)

O quê: a tripulação de um navio da Marinha avistou e fotografou um objeto voador no formato de dois pires emborcados (veja acima). A seguir, foram observadas interferências eletromagnéticas na embarcação, como falhas nas lâmpadas e no sinal de rádio

Participação Militar: a Marinha comprovou a autencidade das fotos e o presidente Juscelino Kubitschek autorizou a publicação das imagens no jornal Correio da Manhã. De acordo com o relato dos ufólogos, um oficial chegou a anunciar a ocorrência do fenômeno. Em 1971, no entanto, um relatório foi publicado afirmando que as provas eram insuficientes para conclusões sobre o OVNI

A explicação das Forças Armadas: Em nota à Super, a Marinha afirmou que “não possui, em seus arquivos, quaisquer dados sobre os objetos voadores não-identificados citados pela reportagem”

O caso do Rio Paraguai

Quando: 1962

Onde: rio Paraguai (MS)

O quê: um navio da Marinha fazia a sinalização náutica do rio quando a tripulação avistou várias luzes no céu, que aumentavam e diminuíam seu brilho. Um dos objetos se aproximou do navio, projetando uma luz prateada sobre o convés, e desapareceu

Participação Militar: ufológos afirmam que todos os avistamentos realizados em embarcações da Marinha eram detalhadamente registrados nos diários de bordo, mas as informações nunca chegavam a público devido à censura das autoridades marítimas

A explicação das Forças Armadas: Em nota à Super, a Marinha afirmou que “não possui, em seus arquivos, quaisquer dados sobre os objetos voadores não-identificados citados pela reportagem”. Original, não?

Operação Prato

Quando: set. a dez. de 1977

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Onde: Pará

O quê: sucessivos relatos, em diversas áreas amazônicas, de pessoas perseguidas e atacadas à noite por fachos de luz

Participação Militar: uma equipe da FAB investigou o caso durante quatro meses. O comandante da missão, coronel Uyrangê Hollanda, afirmou ter visto e registrado, em fotos e filmagens, diversos objetos voadores. Todo o material foi enviado a Brasília, mas Uyrangê nunca soube que fim levaram esses documentos. E por que se chamava “Operação Prato”? “Só no Brasil tratam UFO por disco voador. Na França, Portugal, Rússia eles dizem ‘prato’. E como no Exército todas as operação têm um codinome, escolhi esse”, diz Hollanda

A explicação das Forças Armadas: a FAB confirma ter um relatório sobre o assunto, elaborado pela equipe destacada para averiguar relatos sobre OVNIs no Pará, em 1977. Mas diz que não há conclusões sobre o assunto

A noite dos OVNIs

Quando: 19 de maio de 1986

Onde: Rio de Janeiro, São Paulo e sul de Goiás

O quê: 21 OVNIs detectados por controles de tráfego aéreo

Participação Militar: caças foram acionados para levantar informações. Houve contato visual, mas os militares levaram um “olé” das supostas naves, muito mais velozes. No dia seguinte, o ministro da Aeronáutica comunicou o evento na televisão e prometeu um relatório oficial. O governo nunca publicou o tal relatório e, na época, atribuiu o caso a defeitos magnéticos nos radares

A explicação das Forças Armadas: “Na noite de 19 de maio de 1986, por volta das 20h, radares detectaram ecos no espaço aéreo entre o Rio de Janeiro, São Paulo e Goiás. Como procedimento usual, foram acionados dois caças F-5 e dois Mirage. Uma das aeronaves manteve contato visual com um ponto de luz, tentando aproximar-se sem sucesso. Após exaustiva investigação, não foi possível chegar a uma conclusão. Por isso, o Ministério da Aeronáutica deu por encerrado o assunto”, afirmou a FAB em nota à Super

As criaturas de Varginha

Quando: 13 e 20 de jan. de 1996

Onde: Varginha e Três Corações (MG)

O quê: a aparição de duas criaturas alienígenas, a queda de um OVNI e a misteriosa morte de um rapaz que se envolveu no episódio

Participação Militar: segundo testemunhos recolhidos por Marco Antônio Petit, o Exército acompanhou de perto a investigação: recolheu destroços da nave, capturou as criaturas e levou pelo menos uma delas para análise na Unicamp

A explicação das Forças Armadas: Os militares responderam em nota à Super: “Sobre a ocorrência de supostos contatos com extraterrestres em maio de 1996, o Centro de Comunicação Social do Exército informa que nenhum integrante da Força Terrestre teve qualquer relação com os fatos”

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