Satélite: você ainda vai ter um
Vem aí o primeiro satélite popular - ele custa R$ 14 mil, o preço de um carro usado
Alfredo Netto
A empresa americana Interorbital Systems está lançando o TubeSat, um satélite que custa o equivalente a R$ 14 mil – muito menos que os satélites tradicionais, cujo preço está na casa das dezenas de milhões de dólares. E esse valor já inclui o lançamento, em dezembro. Interessou? Mas pra que serve um satélite pessoal? “Depende da sua criatividade”, diz Randa Milliron, diretora da empresa. O satélite pode ser usado para fazer experiências com microgravidade, estudar o clima, transmitir áudio e vídeo para o resto do Universo e até mandar ao espaço as cinzas de algum parente.
Só tem um porém. Os TubeSats ficarão em órbita a 310 quilômetros de altitude (um satélite comum fica a 36 mil), altitude em que ainda existem moléculas de ar. Elas provocam atrito e vão freando o movimento do satélite, que após 90 dias em órbita vai desacelerar a ponto de cair na atmosfera terrestre – onde será desintegrado pelo calor. Poxa, então o bicho só dura 3 meses? Veja o lado positivo: você compra um satélite e no final ganha uma estrela cadente.






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