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Só 4 amigos do Facebook realmente importam, diz estudo

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Atualizado em 31 out 2016, 19h05 - Publicado em 15 fev 2016, 15h29

Sua quantidade de amigos no Facebook é uma triste mentira.

Ter muitos amigos on-line não significa que você terá mais pessoas para lhe ajudar quando estiver deprimido. Uma pesquisa publicada em janeiro pela revista The Royal Society Open Science mostra que temos tendência de manter um grupo pequeno de amigos – seja na internet ou na vida real.

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Robin Dunbar, autor do estudo e psicólogo de Oxford, analisou uma pesquisa com 3.375 usuários do Facebook no Reino Unido. Descobriu que, apesar de contar com uma média de 150 amigos, essas pessoas procuravam apenas cerca de quatro deles durante uma “crise emocional”. Os usuários também buscavam apoio de cerca de 14 amigos devido à “empatia” entre eles.

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As pessoas tendem a ter um número semelhante de amigos próximos na vida real, de acordo com uma pesquisa anterior de Dunbar sobre redes sociais. Por isso, apesar de sites de mídia social como o Facebook expandirem nossas redes on-line, eles na verdade não engrossam nossas fileiras de amigos verdadeiros.

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É por isso que manter amizades importantes, on-line e off-line, requer muito tempo e esforço mental. “Criar amizades é muito caro em termos de tempo: para manter uma amizade você tem de investir muito tempo na pessoa, de outra forma a amizade inexoravelmente cairá em qualidade”, disse Dunbar ao The Huffington Post por e-mail.

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Nada sobre as mídias sociais muda esse elemento essencial.

Ouça uma palestra de Dunbar no site de conferências da organização TED, realizada em 2012, sobre por que as redes sociais não aumentarão seu círculo de amizades (em inglês):

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Isso não significa que a tecnologia nunca nos permita superar as limitações que mantêm os grupos sociais dentro de uma intimidade apenas relativa, diz Dunbar. A tecnologia que consegue aproximar interações cara a cara também pode ter um maior peso na conquista de amigos na vida real.

A nova tecnologia “provavelmente precisa envolver visão e toque, porque ambas são centrais em como interagimos uns com os outros (e fazem uma grande diferença em nosso nível de satisfação sobre aquela interação)”, Dunbar disse ao HuffPost.

As descobertas de Dunbar não significam que as amplas redes sociais não têm valor. As redes sociais on-line permitem que as pessoas coletem informações de um grupo de contatos diverso e amplo, disse Nicole Ellison, professora da Universidade de Michigan, em entrevista ao HuffPost por e-mail.

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“Transmitir um pedido de informação através de uma atualização do ‘status’ é uma ótima estratégia para conseguir uma resposta rápida de uma rede diversa”, disse Ellison, que pesquisou as redes de amigos do Facebook.

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Dunbar conclui que pode ser mais fácil manter uma amizade utilizando as mídias sociais, mas afirma que essas ferramentas não são suficientes para evitar que as amizades enfraqueçam e que as redes encolham ao longo do tempo.

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Sem o contato cara a cara, as amizades tendem a desaparecer.

O tempo gasto atualmente no Facebook para manter amizades que estão morrendo poderia ser utilizado no desenvolvimento de novas amizades, mais significativas. E fazer novos amigos, conclui Dunbar, é provavelmente uma melhor maneira de utilizar o próprio tempo.

Se você não se esforçar, aquele amigo do Facebook se tornará, inevitavelmente, “um conhecido” do passado, Dunbar escreveu.

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