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Televisão – Jogue o controle no lixo

Depois do Xbox Kinect, o comando por gestos chegará também à TV

Por Da Redação Atualizado em 31 out 2016, 18h47 - Publicado em 16 abr 2011, 22h00

Alexandre Carvalho dos Santos

Por que comprar um aparelho ultrafino e grande, se a parede inteira da sua sala pode ser uma TV? É o que pretendem telas como a Panasonic Life Wall, que tem monstruosas 150 polegadas (3,8 metros de diagonal). Vai dar para ver bebês de elefante em tamanho real e navegar pelo Google Earth como se você caísse do céu.

Mas o maior barato é que, assim como Tom Cruise fazia em Minority Report, a mega-TV será controlada por gestos. O sistema não tem muita diferença em relação ao periférico Kinect do Xbox (veja página 26). Basicamente, câmeras 3D e sensores de profundidade captam os movimentos do espectador e os reconhecem como comandos prédeterminados.

Para ligar a TV, basta dar um soco no ar. Quer congelar a imagem? É só abrir sua mão e empurrá-la em direção à tela. Que tal usar o menu do aparelho? Faça um movimento de tchau que as opções aparecem, – para navegar nelas, é só abanar a mão de um lado para outro. Isso também vale para mudar o canal (abane para a direita ou para a esquerda) e para o volume (abane para cima ou para baixo).

De quebra, o aparelho vai reconhecer o seu rosto e mudar automaticamente para seu canal preferido, assim como sua voz, para também receber comandos por fala.

O melhor de tudo é que a tecnologia vem para facilitar a vida, ao contrário da proliferação de botões dos atuais controles remotos. Agora só falta o reconhecimento de gestos ficar mais barato.

TÃO FINA QUE VAI DAR PARA DOBRAR

As televisões de lcd já foram superadas tecnologicamente pelas de led, mais nítidas, finas e econômicas. Mas isso não vai parar por aí. A grande aposta para os próximos anos está no OLED (diodo orgânico emissor de luz).

Ele é composto de filmes de moléculas orgânicas capazes de emitir luz ao receberem carga elétrica. Isso elimina a necessidade de iluminação traseira ou lateral. Assim, a tela fica ainda mais fina: a Sony já apresentou uma da espessura de um fio de cabelo – e flexível.

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Os puristas também vão adorá-la, pois ela consegue reproduzir o “preto real” – nas outras telas, a iluminação traseira destrói as áreas pretas quando se assiste no escurinho. O único problema é que as telas OLED ainda precisam crescer: a maior até hoje é uma LG de 15 polegadas.

DA TV PARA ONDE VOCÊ ESTIVER

Está na rua, na casa da sogra ou simplesmente atrasado para assistir à sua sitcom favorita? Logo isso não vai mais ser problema. A Motorola apresentou em agosto, na feira dos fabricantes de TV por assinatura, um dispositivo chamado Mover, que grava o conteúdo da sua TV num hd e o transmite para o seu celular ou mesmo para o iPod. A transferência pode ser feita por streaming, wi-fi ou mesmo Bluetooth.

A tecnologia ainda está sendo refinada, e um dos obstáculos é que os dispositivos de recepção precisam de um aplicativo específico para receber o conteúdo. Ainda assim, espera-se o lançamento para 2011.

Para assistir até no banheiro

Um controle remoto da Samsung, muito parecido com um celular, traz uma pequena tela no estilo mini-TV. Caso você precise ir ao banheiro bem no meio de um jogo ou no último capítulo da novela, é só levar o controle junto, que ele vai continuar transmitindo o programa que está passando. Ou seja, já dá para ir até a cozinha, pegar outra cerveja, sem medo de perder o gol do seu time. Assim como um celular, o controle é recarregado em sua própria base, e a bateria dura até 3 horas em uso contínuo. Já a Intel está fazendo testes com um aparelho que reconhece a pessoa que está assistindo à TV pela forma como ela maneja o acessório e aperta os botões. Daqui a pouco, o próprio controle vai pegar a cerveja.

OS CABOS VÃO SUMIR DE VEZ

Eliminar o emaranhado de fios ligados à televisão é só a função mais básica da WHDI, uma interface digital de alta definição para comunicação wireless que substitui os cabos HDMI, com a mesma qualidade. O mais bacana é que a tecnologia vai permitir conexão entre diversos aparelhos de TV na casa com outros dispositivos que estejam a até 30 metros de distância. Paredes não serão mais obstáculo.

Uma vez instalados os adaptadores, você vai assistir na sala ao Blu-ray que estiver rodando no quarto dos seus pais. Ou acessar, na TV da cozinha, os conteúdos do pc que fica no escritório da casa…

O padrão para essa conexão entre os aparelhos foi apresentada pela empresa israelense Animon, em janeiro, na feira CES 2010 (Show de Eletrônicos para Consumidores, na sigla em inglês), e já conta com o apoio de marcas como Samsung, LG, Hitachi, Sony, Sharp e Motorola. Quanto mais marcas aderirem a essa tecnologia, maior será a diversidade de aparelhos com conexão possível.

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