Bocassujite Crônica

Falar palavrão é doença?

por Maria Dolores

Pode até ser. A compulsão por falar coisas obscenas é um distúrbio que, no vocabulário médico, recebe um nome que já é um palavrão: coprolalia. Quem sofre de coprolalia incorpora, no meio de frases cotidianas, palavras ou frases inconvenientes, grunhidos e gemidos com conotação sexual. Tudo isso sem preceber. O sujeito pode falar “Bom dia, seu Alfredo, como vai a ... da sua mãe?” com a maior naturalidade.

A coprolalia é um sintoma de uma doença muito embaraçosa chamada síndrome de Tourette, que afeta uma em cada 2 mil pessoas – 75% delas do sexo masculino. Além da incontinência verbal, a síndrome pode causar tiques nervosos que vão de um simples piscar dos olhos até coisas como lamber as mãos ou manipular os órgãos genitais em público.

A síndrome foi descrita pela primeira vez em 1885 pelo neurologista francês Gilles de la Tourette, que diagnosticou os sintomas em uma distinta dama da nobreza local. Atualmente, o mais célebre portador desse mal é o jogador Chris Jackson, astro da liga americana de basquete nos anos 90, pela equipe Denver Nuggets. “Não se conhece a causa exata da doença, mas sabe-se que há um componente genético na sua transmissão”, afirma o psiquiatra Almir Tavares, da UFMG. Agora, é bom lembrar que nem todo mundo que fala palavrão sofre dessa doença – na esmagadora maioria dos casos trata-se simplesmente de falta de educação.

 

publicidade

anuncie

Super 338 - Maconha medicinal Com uma guerra judicial envolvendo crianças, mães e o governo, a discussão sobre as propriedades médicas da maconha pega fogo no País. Assine a Super Compre a Super

Superinteressante ed. 338
outubro/2014

Maconha medicinal
Com uma guerra judicial envolvendo crianças, mães e o governo, a discussão sobre as propriedades médicas da maconha pega fogo no País.

- sumário da edição 338
- folheie a Superinteressante

Você está na área: Saúde

publicidade

anuncie