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Por que as garrafas de vinho têm 750 ml, e não 1 l?

Como sempre, a culpa é de uma divergência entre o sistema métrico de unidades e o sistema imperial inglês, mais antigo.

Por Bruno Vaiano 13 jan 2021, 11h21

Como sempre, a culpa é de uma divergência entre o sistema métrico de unidades e o sistema imperial inglês, mais antigo. No século 19, o Reino Unido era o principal importador de vinhos franceses, e os ingleses gostavam de usar o galão (gallon) – que equivalia a 4,546 litros. Ou 4,5 l para arredondar.

Por causa disso, os franceses adotaram caixas com seis garrafas de 750 ml, que, somadas, dão o tal galão. Conveniente para os britânicos, que podiam cobrar a caixa por galão, e para a turminha de Bordeaux, que usava um valor não tão quebrado.

A conversão funcionava ainda melhor para a venda em barris de 50 galões (225 l, que rendem 300 garrafas).

  • A falta de padronização de unidades de medida causou muitos problemas ao longo da história. Alguns saíram caro.

    Em 1999, a sonda Mars Climate Orbiter se espatifou em Marte porque o software foi programado parte em métrico, parte em imperial.

    Cristóvão Colombo, por sua vez, confundiu milhas árabes com milhas romanas ao calcular a circunferência da Terra. Esse erro o levou acidentalmente ao Caribe.

    Em 1983, um voo da Air Canada decolou com metade do combustível por um erro de conversão. Ele precisou fazer um pouso de emergência.

    Pergunta de @maismatematicacriativa, via Instagram.

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