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Bactérias E.coli “gritam” quando morrem

Alerta enviado às vizinhas pode ajudar a colônia a sobreviver a alguma ameaça - como um antibiótico, por exemplo.

Por Redação Super 10 set 2020, 15h39 | Atualizado em 4 jun 2026, 15h28
Bactérias E.coli “gritam” quando morrem Priorizar nos meus resultados Google

É como se fosse um “canto do cisne”: quando estão prestes a empacotar, bactérias Escherichia coli (presentes no intestino humano e popularmente chamadas E.coli) dão uma espécie de grito, que perturba quem está por perto.

Em vez de ondas sonoras, porém, esse “barulho” é feito com a emissão de sinais químicos – mais precisamente, a emissão de uma proteína que se liga à membrana exterior das vizinhas. Eles servem como alarme para avisar bactérias próximas sobre uma ameaça – como um antibiótico, por exemplo.

Esse exercício de altruísmo fúnebre foi investigado por cientistas da Universidade do Texas, nos Estados Unidos.

Segundo o grupo, a resposta rápida pode aumentar as chances de sobrevivência da colônia. Na prática, o que acontece é que as bactérias avisadas de antemão ganham mais tempo para resistir ao ataque.

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Sabendo que precisará lidar com um inimigo iminente, bactérias têm mais tempo para tirarem proveito de alguma mutação surgida ao acaso e se tornarem mais resistentes ao antibiótico.

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Essa ação, mais do que um sinal de alerta, serve como uma receita de bolo. Após avisadas uma vez por alguma E.coli falecida, bactérias da colônia tendem a se tornar mais resistentes à mesma ameaça no futuro.

O artigo científico que descreve a descoberta foi publicado na revista Nature Communications, e você pode lê-lo clicando aqui.

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