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Chuvas de meteoros, eclipse e conjunções: os melhores eventos astronômicos de cada mês de 2026

Confira o calendário e saiba o que procurar no céu ao longo do ano.

Por Bela Lobato
6 jan 2026, 16h00 • Atualizado em 6 jan 2026, 17h34
  • Se, em 2026, você pretende vencer o sono e passar a noite namorando as estrelas, este texto é para você. Aqui, selecionamos um evento astronômico por mês. Nem todos são tão empolgantes quanto as estrelas cadentes abundantes do mês de dezembro, ou o dia do céu mais movimentado do ano, em agosto. Mesmo assim, não deixe de acompanhar – e se encantar – pelos espetáculos celestes.

    Para localizar estrelas, constelações e planetas mencionados no texto, a dica é utilizar aplicativos gratuitos de mapas celestes, como o SkyMap, Stellarium e o Star Walk 2.

    Janeiro

    Logo no começo do ano, no dia 10/01, teremos o melhor momento do ano para observar Júpiter. Ele ficará em oposição, ou seja, do ponto de vista da Terra, estará exatamente oposto ao Sol e, por isso, brilhando com a maior intensidade possível. Para encontrá-lo, não será necessário nenhum equipamento! Procure pelo ponto dourado e brilhante que não pisca na constelação de Gêmeos.

    Fevereiro

    Em 28 de fevereiro, teremos um raro alinhamento planetário. Isso significa que, do ponto de vista terrestre, seis planetas – Júpiter, Urano, Saturno, Netuno, Vênus e Mercúrio – estarão em linha reta. O fenômeno poderá ser visto do mundo todo, logo após o pôr do Sol. Entretanto, para enxergar Urano e Netuno, pode ser necessário usar uma luneta ou telescópio. 

    Planetas alinhados.
    (JosephJacobs/Getty Images)

    Março

    Poucos dias depois, em 03/03, uma parte do mundo terá o privilégio de assistir a um eclipse lunar total, que ocorre quando a Terra fica entre o Sol e a Lua e faz sombra sobre a Lua. Quem vive na porção Norte do Brasil ainda poderá pegar a visibilidade parcial a oeste, por volta das 4 horas da manhã. 

    Abril

    A chuva de meteoros Lirídas (ou Lirídeos) ocorrerá na madrugada do dia 22/04. Não é a chuva de meteoros mais intensa do ano – esta está guardada para o mês seguinte. Infelizmente, o fenômeno é bem mais visível no Hemisfério Norte, e só alguns meteoros devem ser observáveis em terras brasileiras. Procure por eles na constelação de Lira e Hércules, próximos à estrela brilhante Vega. A chance de sucesso é maior se o céu estiver limpo, a noite, escura e os seus olhos, atentos. Neste caso, equipamentos podem atrapalhar, já que limitam a visão a pequenas porções do céu.

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    Maio

    Em 06/05, a chuva de meteoros Eta Aquáridas estará no auge de sua aparição anual – e, no Hemisfério Sul, será a melhor do ano, com cerca de 50 meteoros visíveis por hora. Para encontrá-los, vá para um lugar com pouca luz artificial e procure por rastros brilhantes na direção da constelação de Aquário. Curiosidade: a lua cheia do mês de maio será “a menor” do ano – o tamanho do satélite natural, naturalmente, continua o mesmo, mas a distância provoca a diferença óptica.

    Um homem observando uma estrela cadente.
    (Carlos Fernandez/Getty Images)

    Junho

    Em 09/06, os dois planetas mais brilhantes do nosso céu, Júpiter e Vênus, serão visíveis bem pertinhos, em conjunção na constelação de Gêmeos. Ambos serão visíveis a olho nu, e estarão a apenas 1º30’ de separação – isso significa que se você esticar o seu braço, os dois planetas parecerão estar separados pela distância de um ou dois dedos. Na vida real, é claro, eles continuarão a milhões de quilômetros de distância um do outro.

    Julho

    Neste mês, valerá a pena acordar um pouco mais cedo no dia 11/07, quando a lua crescente estará reunida com Marte e o aglomerado estelar das Plêiades no céu. A Lua estará brilhando fraquinho, permitindo enxergar as estrelinhas brilhantes e o planeta vermelho a olho nu. Entretanto, o resultado é ainda melhor se você se afastar da poluição luminosa e usar uma luneta ou telescópio.

    Agosto

    O dia 12/08 será agitado para os fãs de astronomia. Haverá um grande alinhamento planetário, em que Júpiter, Mercúrio, Marte, Urano, Saturno e Netuno poderão ser vistos juntos – Urano e Netuno, entretanto, exigirão equipamentos, já que brilham menos.

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    À tarde, no mesmo dia, países do Norte, como Groenlândia, Islândia, Portugal e Espanha poderão ver um eclipse solar total. 

    O verdadeiro espetáculo será à noite, quando será possível observar a chuva de meteoros Perseidas, na constelação de Perseu. A lua nova facilitará a observação, e o pico deve ocorrer na noite do dia 12 para 13 – em céus escuros, observadores registram até 90 meteoros por hora.

    Chuva de estrelas cadentes. Há diversas estrelas no céu e uma árvore.
    (Cavan Images / Getty images/Reprodução)

    Setembro

    Vênus atingirá seu brilho máximo no dia 22/09. Procure pelo ponto brilhante na direção sudoeste logo após o pôr do sol, entre as constelações de Virgem e Libra. O brilho é tanto que há quem o confunda com aviões ou até com OVNIs.

    Com um telescópio, talvez você observe que o planeta se parecerá com uma lua crescente, com apenas 22% de sua superfície visível. Entretanto, o brilho excepcional se deve à proximidade com a Terra. Quando ele está em fase cheia – sem a sombra do nosso planeta –, está no ponto mais distante de nós, e já não podemos ver tanto brilho.

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    Outubro

    O melhor momento para observar Saturno será em 04/10, quando o planeta ficará em oposição, ou seja, diretamente oposto ao Sol em relação à Terra. Ele será visível durante toda a noite na constelação de Cetus, ou Baleia. Será possível vê-lo a olho nu, embora valham as mesmas dicas anteriores: procure locais com pouca poluição luminosa e, se possível, use equipamentos (como lunetas, binóculos e telescópios). Assim, será possível ver com mais detalhes – e se deslumbrar com os anéis de Saturno.

    Novembro

    Dois brilhos diferentes dominarão as noites de novembro. Especialmente no dia 16/11, será possível observar Marte e Júpiter bem pertinho um do outro, na constelação de Leão. Júpiter brilha em dourado, enquanto o planeta vermelho brilha mais fraco, em tons… avermelhados! 

    Dezembro

    Para fechar o ano, acompanhe a chuva de meteoros Gemínidas, cujo pico ocorre em 14 de dezembro. É uma das chuvas de meteoros mais intensas, e pode chegar a 120 meteoros por hora no Hemisfério Norte. Por aqui, no Hemisfério Sul, o espetáculo ainda pode ser observado – especialmente porque a lua estará crescente, e o céu, mais escuro.

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