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Cientistas bonitos são considerados menos inteligentes

Não dá para ter tudo nessa vida. Mesmo.

Por Guilherme Eler 8 jun 2017, 16h53 | Atualizado em 2 jul 2026, 17h32
Cientistas bonitos são considerados menos inteligentes Priorizar nos meus resultados Google

Conseguir aliar beleza e conteúdo pode não ser uma vantagem tão grande assim – principalmente se você for um cientista. De acordo com um estudo britânico, a combinação entre um cérebro potente e uma aparência ajeitada até torna os pesquisadores mais interessantes. Porém, isso atrapalha sua credibilidade: quem é boa-pinta tende a parecer menos competente, se comparado a outros colegas cuja beleza não é lá um ponto tão forte. Os resultados da pesquisa estão no periódico Proceedings of the National Academy of Sciences.

Uma fisionomia favorável é um grande diferencial para quem precisa falar em público, como os políticos. Pesquisas anteriores já descobriram que um rostinho bonito pode de fato melhorar a aceitação dos candidatos. O objetivo dos pesquisadores foi então avaliar se isso fazia sentido também para os cientistas – que vira e mexe também têm de vir à público por conta de seus deveres com a divulgação científica.

Para isso, eles realizaram um experimento que contou com fotos de mais de 600 cientistas (tanto homens quanto mulheres) norte-americanos e britânicos. Em um primeiro momento, os voluntários tiveram de avaliar cada um dos rostos de acordo com aspectos como inteligência, atratividade, e idade que cada personagem aparentava ter.

Depois, outra parte das cobaias teve de escolher as mentes brilhantes cuja carreira parecia mais empolgante, e quais acreditavam que estivesse conduzindo uma pesquisa importante.

Nesse ponto, os bonitões se deram bem. Eles despertaram maior interesse, e foram mais apontados como tendo boa moral. No geral, os pesquisadores mais velhos também se deram melhor – e as mulheres tiveram ligeira desvantagem, despertando menos interesse e passando menos credibilidade.

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Mas quando o que estava em jogo era qualidade dos trabalhos dos cientistas, ter “cara de competente” era mais negócio. Nesse quesito, ser mais descolado e boa-pinta não era vantagem. Quanto mais sociável ou atraente o cientista parecia, menos as pessoas consideravam que ele pudesse ser um grande pesquisador. Isso porque, de forma geral, eles eram tidos como menos aptos academicamente.

Ponto para os tímidos e de estética pouco favorecida. Segundo relataram os participantes, eles é que pareciam demonstrar mais confiança em suas opiniões, e também fazer descobertas mais relevantes. Eles também foram apontados como autores das publicações que as cobaias julgaram mais interessantes, após ler breves resumos preparados especialmente para o estudo.

Isso tudo só confirma que a pose Einstein que eternizou em sua foto mais famosa foi mais uma ideia genial do físico. Se considerarmos apenas seu retrato descabelado e com a língua para fora, o alemão não parece fazer o tipo que você escolheria para passear de mãos dadas no shopping. No entanto, a imagem garante que seu intelecto seja lembrado por toda história sem ter a credibilidade abalada por quaisquer traços físicos. Os cientistas bonitos que nos desculpem, mas a feiura é fundamental.

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