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…E a arte por trás da ciência

Os cientistas não fazem por menos: usam obras de arte como base de seus trabalhos

Tiago Cordeiro

Nas últimas décadas, dezenas de universidades e institutos criaram concursos de quadros inspirados em pesquisas científicas. Em Princeton, o mais recente concurso de arte e ciência teve 200 obras inscritas e as 55 melhores delas foram parar em uma exposição. O lema do torneio era: “A ciência é chata. A arte é burra. Prove que estamos errados.” As competições envolvem biólogos e neurocirurgiões, que retrabalham as imagens de laboratório para mostrar a beleza no nível microscópico da natureza. Abaixo, exemplos de como trabalhos científicos se baseiam em obras de arte.

Bactérias coloridas

Ao lado de James Shapiro, da Universidade de Chicago, o médico Eshel Ben-Jacob, professor da Universidade de Tel-Aviv, coordena uma pesquisa pioneira sobre as formas de comunicação e as estruturas sociais das bactérias. Para traduzir para o público leigo a inteligência social das bactérias, Jacob usa imagens de microscópios para criar quadros psicodélicos.

Respirando arte

O movimento do glicerol e do ácido oléico sobre um filme líquido sobreposto a uma placa de silicone inspirou 3 engenheiros químicos a criar o quadro Driven. A tensão superficial que eles provocaram ajuda a entender o funcionamento dos pulmões. A obra reproduz a reação dos alvéolos pulmonares diante da presença de substâncias estranhas, como remédios.

Ciência em fotos

Entre 2002 e 2005, o jornal britânico Daily Telegraph e o laboratório Novartis bancaram um concurso de fotografias de ciência. O campeão de 2005 foi a imagem psicodélica de uma pipoca e de um grão de sal feita pelo pesquisador David McCarthy (acima, à esquerda). Outro destaque foi a foto, tirada nos laboratórios do Centro de Pesquisas de Câncer do Reino Unido, que mostra uma célula cancerígena em ação (acima, à direita).