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Elon Musk vai demonstrar implante cerebral da Neuralink hoje, às 19h

A interface cérebro-máquina poderia ser usada para comandar próteses e gadgets no futuro.

Por Bruno Vaiano Atualizado em 28 ago 2020, 20h38 - Publicado em 28 ago 2020, 14h24

Elon Musk marcou para 19h (horário de Brasília) nesta sexta (28), uma transmissão ao vivo pelo YouTube em que vai apresentar a versão mais recente de um implante cerebral fabricado por uma de suas empresas, a Neuralink. O anúncio vai incluir uma exibição de uma versão atualizada do robô que realiza o implante.

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Se você está tão confuso quanto a imprensa especializada – o conteúdo do anúncio ainda é basicamente surpresa –, não se preocupe: a Neuralink avisou, também pelo Twitter, que haverá uma sessão de perguntas e respostas durante a transmissão, e que basta enviar suas dúvidas em um tweet, com a hashtag #askneuralink.

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Vamos passar rapidamente pelas informações que não são um mistério. Primeiro de tudo: o que é a Neuralink, e qual é seu objetivo? Grosso modo, a empresa fundada em 2016 por oito especialistas em neurociência e mecatrônica trabalha no protótipo de um chip capaz de captar os sinais eletroquímicos dos neurônios humanos e traduzi-los em comandos compreensíveis por um computador.

Seria uma maneira, por exemplo, de permitir que pessoas amputadas operassem próteses com a mesma facilidade com que costumavam usar suas pernas – ou que pessoas muito preguiçosas comandem seus celulares com a força do pensamento em vez do mover os dedos. Afinal, por que não? 

Embora um chip assim tenha um imenso potencial terapêutico, Musk também tem motivações megalomaníacas, de ordem menos prática. O empresário sul africano já afirmou certa vez, com a ambição costumeira, que o objetivo da Neuralink é “alcançar a simbiose com a inteligência artificial”. Em um tweet, provocou: “se não pode vencê-los, junte-se a eles”.

Resumidamente, Musk teme que o futuro de nossa espécie esteja ameaçado pelas máquinas, e espera que a Neuralink seja o primeiro passo para nos tornar ciborgues – criaturas meio gente, meio máquina, capazes de lidar com robôs inteligentes caso eles queiram nos fazer mal. Algo digno de um roteiro de Asimov. 

Até hoje, um único projeto da Neuralink, fundada em 2016, havia sido apresentado ao público: o chip N1. Com 4 milímetros de lado, o minúsculo pedacinho de silício encapsulado dentro do crânio se ramifica em cabos flexíveis e mais finos que um fio de cabelo, que se conectam ao tecido cerebral sem feri-lo em caso de acidentes ou movimentos bruscos.

Na noite desta sexta (28), Musk prometeu mostrar uma versão melhorada no protótipo de um robô (apelidado apenas de V2) que será utilizado para implantar o chip de maneira pouco invasiva no no cérebro dos pacientes. Não se sabe se haverá um upgrade ao chip em si.

O empresário também vai, em suas palavras, “exibir neurônios disparando em tempo real”. A expectativa é que a Neurolink demonstre o chip lendo com precisão a atividade elétrica no interior do crânio de uma cobaia. Tudo pode acontecer (inclusive uma decepção).

Até agora, os chips de Musk já foram testados em camundongos. A expectativa é que, a partir do ano que vem, comecem os testes clínicos em seres humanos. Ainda, há, porém, décadas pela frente até um implante do chegar ao mercado com todas as garantias de segurança e eficácia fornecidas por agências reguladoras.

Fique de olho: a SUPER voltará com informações atualizadas hoje à noite, após o anúncio.

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