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Estátuas gregas: trocando as bolas

As esculturas não representam bem os testículos humanos

Por 31 mar 2004, 22h00 | Atualizado em 28 nov 2016, 08h21

Durante séculos, a arte prestou um desserviço à compreensão da anatomia humana.

Quem descobriu isso foi o psicólogo Chris McManus, do University College de Londres. Ele pesquisou e mediu centenas de estátuas gregas de homens nus e em todas elas o testículo esquerdo é maior do que o direito – exatamente o contrário do que ocorre na vida real. “Como o testículo direito é mais alto, os gregos pensavam que ele era menor e mais leve”, anotou o perspicaz pesquisador. “Mas estavam errados e passaram esse erro para suas esculturas”, concluiu.

Por ter realizado tão extraordinária descoberta, McManus viu seu esforço ser amplamente recompensado. Primeiro, sua pesquisa, intitulada Assimetria Escrotal nos Homens e nas Esculturas da Antiguidade, foi publicada na respeitadíssima revista britânica Nature. Em seguida, os organizadores do prêmio IgNobel acharam que não havia descoberta mais curiosa e divertida no campo da medicina e deram a ele um dos troféus de 2002.

A anatomia humana, aliás, já inspirou outros mal-entendidos. O mais comum é acreditar que, nos homens, o tamanho de algumas partes do corpo determina o de outras. Hoje, cientistas sabem que não é possível determinar o tamanho do pênis apenas sabendo o número dos sapatos que alguém calça. Ao contrário do que muita gente pensa, essa é a realidade nua e crua, comprovada não apenas por uma, mas por duas pesquisas.

Julian Shah e N. Christopher publicaram seu trabalho no Jornal Britânico de Urologia Internacional. E Jerald Bain, de Toronto, juntou-se a Kerry Siminoski, da Universidade de Alberta, também no Canadá, para comprovar essa “verdade”, segundo o senso comum. Após comparar a medida dos pés e do pênis de centenas de homens, os cientistas garantem: não há correlação entre os dois membros. Homens de pés grandes podem ter aquilo nem tanto – e vice-versa.

O que, sim, eles reconhecem, é que pode haver alguma ligação (ainda que não haja uma comprovação científica definitiva) entre a altura da pessoa e o tamanho do órgão sexual – mas por uma questão de proporcionalidade. Muitos homens, no entanto, acreditam que tudo são apenas especulações e que cabe às mulheres continuar desenvolvendo pesquisas independentes sobre o assunto.

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