Cão que não ladra pode morder se necessário. Pelo menos se o cão em questão for da raça basenji, originária do leste da África e considerada ótima para caçar. Eles são os únicos cachorros no mundo que não latem. O silêncio, é claro, foi vantajoso para seus donos – indivíduos que não afugentavam as presas acabaram se dando bem na seleção artificial.
Mas o basenji está longe de ser um cão totalmente mudo. Em algumas situações emite um som bastante particular conhecido como yodel – um uivo em falsete que mais parece um gemido. Cada cão da raça tem seu próprio repertório, sendo muito difícil encontrar dois que emitam os mesmos ruídos.
[abril-veja-tambem]W3siaWQiOjE5MzYwNCwidGl0bGUiOiJEZXNlbmhvcyBydXBlc3RyZXMgbW9zdHJhbSBjYWNob3Jyb3MgYWRlc3RyYWRvcyBoJiN4RTE7IDEwIG1pbCBhbm9zIn0seyJpZCI6MTk0NTA2LCJ0aXRsZSI6IkNhY2hvcnJvcyB0JiN4RUE7bSBkdWFzIHZlemVzIG1haXMgbmV1ciYjeEY0O25pb3MgZG8gcXVlIGdhdG9zIn1d[/abril-veja-tambem]
Os basenji são uma das raças de cachorro mais antigas. Há inscrições em túmulos egípcios de 5 mil anos com desenhos de cães muito semelhantes a eles. A identificação com os egípcios era tanta que a raça foi chamada de “cão de Quéops”, nome do faraó que mandou construir a primeira pirâmide de Gizé.
Além da economia de sons, o basenji se distingue por acasalar apenas uma vez ao ano – as outras raças costumam se reproduzir duas vezes no mesmo período. Além disso, ele é adepto do banho de gato: usa a língua para se limpar.







