Musse feita com ajuda de bactérias
Até um especialista japonês veio ao Brasil ver a substância descoberta pela gaúcha Claire Tondo Vendruscolo. Claire contou à SUPER que ela é produzida por uma bactéria e pertence à categoria dos biopolímeros. Estes podem ser adicionados à cerveja para fazer espuma, ou aos mingaus, como uma go ma para dar consistência. “Nós já fizemos uma musse de maracujá com a nova substância. Ficou uma delícia.” Claire disse que este é o primeiro biopolímero feito por microorgamismo, encontrado no país. Daí o convite ao bioquímico japonês Katsuyoshi Nishinari, um dos maiores especialistas mundiais. Ele veio ajudar a analisar a substância. Ainda em testes, ela foi batizada de clairana, em homenagem à sua descobridora. Química industrial, cursando o doutorado na Faculdade de Engenharia de Alimentos, da Universidade de Campinas, interior de São Paulo, Caire disse que topou com a clairana quando trabalhava com a bactéria Beijerinckia. “A Beijerinckia já era usada para fabricar adubo, mas não sabíamos que também produz um biopolímero. Foi uma surpresa.”
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