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O que é um opilião? Pequeno animal parece uma aranha, mas não é

Sem veneno, sem teia e com pernas que podem se desprender para escapar de predadores, esse aracnídeo engana quem o vê pela primeira vez.

Por Ana Clara Caielli Barreiro 11 jul 2026, 16h00
O que é um opilião? Pequeno animal parece uma aranha, mas não é Priorizar nos meus resultados Google

É uma aranha? É um avião? Nenhum dos dois. Apesar da aparência, o opilião é um parente mais distante das aranhas. Enquanto elas pertencem a ordem Araneae, os opiliões são aracnídeos que pertencem a uma ordem própria: Opiliones.

De fato, esses animais têm características físicas que fazem um observador desatento confundi-los com as aranhas: corpo pequeno de cor marrom ou avermelhado, oito pernas finas – que, no caso dos opiliões, são particularmente longas –  e quelíceras (pequenas pinças) na região da boca.

Porém, há traços fundamentais que permitem aos biólogos identificá-los rapidamente. Antes de tudo, eles não fazem teias e nem conseguem produzir seda. Também não têm veneno nem picam. Sua boca é minúscula, suficiente apenas para consumir pequenos pedaços de alimento.

Os opiliões possuem apenas dois olhos com visão bastante limitada, enquanto as aranhas costumam ter de seis a oito globos oculares. 

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Um opilião marrom claro com corpo oval e oito pernas longas e finas, parado sobre uma superfície de concreto granulado com pequenas pedras, sob luz solar forte que projeta sombras nítidas de suas pernas
(Kieran Roy Powell/Wikimedia Commons)
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O corpo também tem diferenças. As aranhas podem ter corpos grandes, e eles sempre são claramente divididos em abdômen e cefalotórax. Já os opiliões costumam ter um corpo bem pequeno, de menos de dois centímetros (desconsiderando suas longas pernas, é claro), e sem divisões.

Quando se sentem ameaçados, suas glândulas liberam uma substância de odor forte para afastar predadores. Em algumas espécies, as pernas também ajudam na defesa: possuem pequenos espinhos que podem causar ferimentos superficiais. 

Suas pernas intrigam ainda mais. Como apresentam diversos segmentos (chamados “tarsais”), elas são extremamente flexíveis e permitem que o animal ande por diferentes ambientes. Essa flexibilidade também faz com que os opiliões percam as pernas com relativa facilidade na natureza. Só que, como possuem oito delas, conseguem continuar andando após a amputação – às vezes, até melhor do que antes.

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Perder uma perna pode ser uma estratégia de sobrevivência. Quando um predador ou mesmo uma pessoa segura um de seus membros, ele pode se desprender do corpo. A perna destacada continua se mexendo por algum tempo, distraindo o predador e dando ao opilião a chance de fugir.

Outra curiosidade é que o segundo par de pernas, geralmente o mais longo, funciona como um órgão tátil. Com ele, o animal consegue se orientar com mais facilidade.

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Existem milhares de espécies de opiliões espalhadas pelo mundo. Em geral, eles vivem em locais úmidos e pouco iluminados e se alimentam de matéria orgânica, como folhas, sementes e pequenos insetos. 

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