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O vernissage das bactérias

Alguns artistas gostam de usar aquarela, outros preferem pintar com tinta a óleo. Mas as obras do microbiologista Roy Cullimore são feitas com bactérias. Isso mesmo.

Alguns artistas gostam de usar aquarela, outros preferem pintar com tinta a óleo. Mas as obras do microbiologista Roy Cullimore são feitas com bactérias. Isso mesmo. Professor da Universidade de Regina, no Canadá, Cullimore sempre pesquisou os microorganismos existentes no solo. Em 1988, ele investigava determinadas famílias de bactérias, que ao absorverem muita água, podem ressecar a terra e assim, prejudicar a agricultura. Um filme especial, fabricado pela Kodak, ficava enterrado em amostras de solo, durante seis dias no máximo, para gravar a ação dos microorganismos.

Ocorre que, certa vez, o pesquisador esqueceu uma tira enterrada por dois meses. Nesse período, as bactérias degradaram as emulsões coloridas do filme, criando imagens que podem ser definidas, por alguns, como futuristas. Ao menos, o microbiologista ficou tão entusiasmado que, hoje, se dedica ao que chama arte com bactérias, combinando diversas espécies, especialistas em cores diferentes. No início deste ano, quem visitou a Galeria Internacional de Arte, no Canadá, viu o resultado, que deverá ser exposto na França, ainda neste primeiro semestre.