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Solidão torna as pessoas mais egoístas

É bom saber que existe alguém que se importa com você - nem que esse alguém seja você mesmo

Por Guilherme Eler
Atualizado em 24 ago 2017, 18h47 - Publicado em 24 ago 2017, 18h14

É impossível ser feliz sozinho. E nem é só porque Tom Jobim tinha licença poética para dizer isso: ter uma vida isolada demais de fato compromete bastante nossa saúde. Sabe-se, por exemplo, que a solidão muda a estrutura das células, nos faz sentir frio, mata tanto quanto o cigarro e é contagiosa – ou seja, deixa quem está próximo a você se sentindo desamparado também. E um novo estudo, publicado no jornal Personality and Social Psychology, detectou mais um aspecto negativo em se levar uma vida muito reclusa: quanto mais sozinhos, temos menos empatia com os outros e mais nos tornamos egoístas.

A explicação para esse comportamento surge ainda com os primeiros humanos. No começo da vida em sociedade, a solidão indicava a necessidade de se reaproximar do grupo – um verdadeiro gatilho para nosso instinto de sobrevivência. Enquanto estar em um bando era a garantia de uma vida mais segura, ficar sozinho significava ter de lidar com os riscos mortais da vida selvagem sem a ajuda de ninguém. Era natural que os solitários, dessa forma, desenvolvessem um maior senso de autopreservação. Afinal, farinha pouca, meu pirão primeiro, já diria o ditado.

A estratégia de cuidar apenas da própria pele sem considerar o restante, porém, é um tanto perigosa. Tudo porque as relações entre as pessoas são uma via de mão dupla, onde aparece também o efeito contrário. Pode reparar: quem aparenta se importar apenas consigo mesmo costuma ser mais difícil de se lidar. Seu egoísmo normalmente afasta as pessoas e aumenta sua própria solidão, completando um incômodo círculo-vicioso.

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Todas essas conclusões apareceram em um experimento, que analisou 229 norte-americanos de meia idade moradores de Chicago, nos EUA. O grupo foi monitorado por dez anos, sob dois aspectos principais: solidão e egocentrismo. Os resultados, claro, apontaram para uma relação direta entre ambos. Segundo o estudo, isso não teve relação com fatores como depressão ou negatividade, e sim, foi consequência do sentimento de desamparo das cobaias. Quando uma pessoa demonstrava se sentir mais sozinha em um dado momento, mais chance elas tinham de se colocar mais à frente dos outros quando retornava para a avaliação do ano seguinte. 

Que tal chamar aquele parceiro que você não vê há tempos para tomar um café? Pode ser que ele – ou você mesmo, por que não? – esteja precisando de uma boa dose de amizade.

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