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É verdade que beber dá vontade de fumar?

Leia atentamente antes do próximo happy hour.

Por Rafael Battaglia 22 Maio 2026, 10h12

Sim. Tanto para fumantes crônicos quanto para os ocasionais, tomar uma aumenta o desejo por um cigarro. E isso acontece antes mesmo de abrir a lata: só a expectativa de ingerir álcool (saber que tem happy hour depois do expediente, por exemplo), já basta para querer uns tragos.

O álcool e a nicotina do cigarro atuam de forma semelhante no cérebro, estimulando a produção de dopamina. Essa é a molécula mensageira que move o circuito do desejo, um ​​sistema que nos deixa motivados ao menor sinal de que algo positivo aconteça. É ele que nos deixa ouriçados com um hambúrguer na chapa, um anúncio de vaga no LinkedIn e a mensagem do contatinho.  

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O cérebro tem contrapesos para a dopamina, como os circuitos de saciedade e o neocórtex, que baliza os impulsos do circuito do desejo. As drogas, porém, contornam essas travas, jogando os níveis de dopamina no teto. Acredita-se que, combinados, álcool e nicotina potencializam os efeitos reforçadores de ambos. Consumir os dois ao mesmo tempo torna-se mais prazeroso.

Há também um componente psicológico. Álcool e cigarro possuem uma ligação histórica, reforçada pela cultura pop, festas e bares mundo afora. O cérebro, com o tempo, é condicionado a associar as duas drogas. 

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Beber, então, torna-se um gatilho – que é especialmente forte para os fumantes ocasionais, que costumam limitar o hábito a contextos específicos, como o boteco. Nesses casos, aumentar a frequência de ingestão de álcool também pode aumentar a frequência de fumo. Péssimo negócio.

A vontade de fumar costuma ser maior no começo da bebedeira, quando o nível de álcool no sangue está subindo e a substância atua como estimulante. Além disso, a nicotina pode neutralizar as propriedades sedativas do álcool, que aparecem quando os níveis da droga no corpo baixam. Ou seja: fumar pode fazer com que a pessoa demore mais a sentir aquela canseira típica de uma bebedeira – e, aí, beber mais. Outro péssimo negócio.

Para quem nunca fumou, beber talvez não desperte vontade, mas pode atiçar a curiosidade. “O álcool te deixa mais desinibido. Ele pode fazer com que você se coloque menos restrições para fazer alguma coisa – como experimentar um cigarro”, diz Laura Cury, coordenadora do projeto de controle do álcool da ACT Promoção da Saúde. 

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É algo para se pensar, sem dúvida, especialmente no cenário atual. Uma pesquisa mostrou que, pela primeira vez em 20 anos, o número de fumantes aumentou no Brasil. Em 2024, a taxa observada foi de 11,6% da população adulta. Em 2023, era 9,3% – um crescimento de 25%.

Fontes: Laura Cury, coordenadora do projeto de controle do álcool da ACT Promoção da Saúde; artigo “An Overview of Alcohol and Tobacco/Nicotine Interactions in the Human Laboratory”; relatório Vigitel Brasil 2006-2024.

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