O computador da Apollo realmente tinha menos capacidade de processamento que um iPhone?
Será que seu celular realmente conseguiria pilotar uma nave até a Lua?
Sim, e a diferença é da ordem dos milhões. A memória RAM, que permite o acesso rápido a dados enquanto você usa um dispositivo (ao contrário do HD,cujo armazenamento é permanente, mesmo após desligara máquina), é um fator importante para a velocidade de processamento do sistema. O iPhone 17 Pro, por exemplo, ostenta 12 GB de memória RAM, o que equivale a mais de 103 bilhões de bits de informação. Já o computador que guiou os humanos à Lua tinha humildes 30 mil bits de memória RAM, uma quantidade 3,3 milhões de vezes menos.
Se levarmos em conta o processador, ou seja, um circuito eletrônico que realiza operações, o do Apollo funcionava a uma frequência de 1,024 MHz. A Apple não divulga a velocidade do seu processador, então, para os cálculos, usaremos a do Samsung Galaxy S25, que opera em torno de 4,47 GHz. Como cada GHz equivale a mil MHz, a velocidade de processamento de um celular atual é mais de quatro mil vezes maior que a do computador da Apollo.
Nas últimas décadas, a capacidade de armazenamento e processamento dos computadores progrediu exponencialmente. A estrutura física do Apollo Guidance Computer (computador de navegação Apollo, em tradução livre, ou AGC) era do tamanho aproximado do gabinete de um computador moderno e pesava 32 quilos.
Então, sim, um IPhone ou qualquer outro celular contemporâneo tem mais capacidade de processamento do que o AGC, mas essa é uma comparação um pouco vazia – é como comparar um carro de fórmula 1 com um carro popular levando em consideração apenas a velocidade máxima. O de fórmula 1 sai na frente, mas não serve para levar a família para passear ou transitar em uma estrada de terra. As duas máquinas são úteis e poderosas, mas para objetivos e funções diferentes.
No caso do AGC, o processador foi otimizado para uma única tarefa: guiar a navegação da nave até a Lua de forma confiável, mesmo sob intensas restrições físicas e sem margem para errar. E isso ele fez muito bem.
Ao contrário do seu celular, o sistema do AGC não precisava tirar selfies, mandar figurinhas no grupo de zap e muito menos exibir vídeos pavorosos gerados por IA. E isso não fazia dele uma máquina melhor ou pior, mas talvez uma máquina mais feliz.
Fonte: artigo “A brief analysis of the Apollo Guidance Computer“
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